Primeiras Impressões: Reborn as a Space Mercenary

Reborn as a Space Mercenary manga

”Quando acordei, me vi no espaço sideral… E em um universo parecido com um dos meus jogos favoritos”.

Em um mundo onde o moe foi deixado pra trás e agora é dominado por isekais. Em um mundo onde Elon Musk (e seu filho de nome X Æ A-12), Jeff Bezos e Richard Branson protagonizam uma nova Corrida Espacial, dessa vez com boas motivações por trás. Em um mundo onde a sonda Perseverence já está explorando Marte. Em um mundo vivendo astronomia, eis que nos surge um isekai espacial!! Era só questão de tempo mesmo. Talvez já existam outros até, mas o que eu acabei conhecendo foi o glorioso e de nome curto Mezametara Saikyou Soubi to Uchuusen Mochi Datta node, Ikkodate Mezashite Youhei to Shite Jiyuu ni Ikitai, ou simplesmente Reborn as a Space Mercenary.

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Uma das vantagens de morar nos Estados Unidos é que aqui se publica de tudo que você imagina entre mangás. Tem até aqueles mangás cancelados da Jump que duraram só dois volumes. Nesse mercado superinteressante eu me deparei com esse mangá na Amazon americana e decidi pegá-lo. A obra é originalmente uma light novel da Kadokawa, casa das LNs, que possui apenas cinco volumes até o momento. Pelo o que eu entendi, anteriormente era somente web novel, mas que ganhou sua versão física posteriormente. Existe também um mangá adaptando a LN e escrita pelo autor original. Ele também é publicado numa revista da Kadokawa e possui três volumes até então. E é da versão de mangá que farei esse primeiras impressões.

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Mas do que se trata esse isekai? É basicamente nos moldes de Overlord. O protagonista tem o seu dia normal, trabalho, chega em casa e joga no seu computador, banho e depois vai dormir. Quando ele acorda, se vê dentro de uma nave espacial no meio do universo. E logo percebe que aparentemente está dentro do mundo de um dos seus jogos favoritos: Stella Online (SOL), um MMO sci-fi de mundo aberto em que você pode ir atrás de aventuras pela galáxia ou optar por comprar uma nave cargueira e virar um mercador. No caso do protagonista, ele optou por jogar como um mercenário, tendo mais liberdade e caçando loots à vontade. Ele juntou uma boa grana e comprou a sua nave espacial favorita, chamada de Krishna. Pouco tempo depois de se ver dentro do jogo, Hiro, o protagonista, percebe que está voando nessa nave que havia comprado no jogo, mas sem os itens, dinheiro e recursos que tinha. E é por aí que a história começa.

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Apesar de parecer algo meio genérico, eu acabei gostando do volume inicial do mangá. Talvez o que tenha me pegado mesmo foi saber que essa não é uma história bobinha ou infantil. Reborn as a Space Mercenary não me parece que será algo ultra complexo ou profundo, mas também passará longe de algo bobo e tosco. Esse meio termo pra mim ficou ótimo. O Hiro é um personagem interessante. Primeiro por que ele não é um adolescente como em quase todas as outras histórias. Ele me lembrou personagens como o Momonga de Overlord ou o Shiroe de Log Horizon. Ainda não colocaria ele no mesmo patamar de carisma e inteligência dos dois, mas o Hiro é um protagonista racional e bem humanizado. Ele não parece uma máquina ou inteligência artificial que sabe tudo de estratégia avançada etc e nem um personagem de um romcom de haréns. Logo no começo ele se depara com comandantes de um planeta que comanda um sistema solar e lá ele consegue se virar até que bem. Conta que perdeu a memória e que veio de outro sistema solar distante usando algo como ultra velocidade da sua nave espacial como desculpa pra ter ido parar lá e perdido a memória. Mais no final, quando o exército contrata mercenários para ajudar a atacar uma base de piratas espaciais, ele pergunta pra comandante daquela operação se ele estaria autorizado pra fugir se quisesse, pois ele percebeu que o movimento de ataque do exército contra os piratas também poderia facilmente servir pra acabar com todos os mercenários depois se quisessem. Esses tipos de detalhes acrescentam muito para o personagem, ainda mais sendo um protagonista. Acredito que o Hiro é um dos pontos positivos desse começo da história.

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Falando da história, temos um universo bem interessante, com sistemas solares tendo um planeta como o principal e governos comandando tudo, como em um Gundam, por exemplo. O autor pensou legal nesse começo. Deixou claro que a vida por lá é bem complicada, existe bastante preconceito relacionado a status sociais, dinheiro, família e afins, situações delicadas relacionadas a reinos subordinados a outros e que a qualquer momento uma guerra poderia estourar. É importante ter algo assim em uma história que se passa na galáxia. Se fossem apenas aventuras aleatórias pelo espaço acho que poderia facilmente se perder ou acabar virando algo genérico e sem graça. Mas fica a curiosidade em relação as motivações do Hiro nesse mundo. Ainda não ficou claro e nem foi mostrado algo que pode ser o grande objetivo do protagonista nessa história. Por enquanto ele se qualificou para ser um mercenário na guilda dos mercenários, além de ter sido contratado pelo governo do sistema solar que se encontra para derrubar uma base de piratas espaciais. Algo deve acontecer pra dar um objetivo ao personagem na história. Estou ansioso pra ver o que será. E mesmo que ele acabe não decidindo se envolver em nada e só curtir, acredito que os conflitos vão acabar chegando até ele, pois aquele universo está bem instável entre as nações que por lá comandam. De todo modo, existe um grande potencial de enredo aqui.

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Além do Hiro, conhecemos alguns outros personagens no volume inicial. Alguns deles trazem momentos engraçado e divertidos pra história, como um dos membros da guilda de mercenários que faz o teste de aprovação do Hiro. Ele fica putaço porque o Hiro conseguiu se aproximar de duas garotas em tão pouco tempo enquanto ele tá lá virjão há anos por conta da falta de tempo em decorrência do seu trabalho. E o cara já é um velhão, coitado, hahaha. Outro alívio cômico e que poderia ser chamada de heroína da história até agora é a elfa Elma. Ela, por enquanto, é uma personagem bem genérica, mas divertida. Apesar de ser bem clichê nas atitudes e situações, acabei gostando dela pelo carisma que ela possui de sobra. E o legal dela é que, apesar de ter ficado amiga do Hiro e mostrado pra ele como as coisas funcionam por lá, ela não foi aquele típico caso de heroína que se apaixona pelo protagonista do nada e sem motivo algum. Pelo contrário! Ela é super querida, bobinha e tudo mais, porém é alguém que se preocupa mais com si mesma e que sempre teve que se virar sozinha.

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O mundo do mangá é bem cruel. Quando um bando de escrotos agarraram uma garota num beco pra fazer o que quisessem com ela, a Elma e as demais pessoas que passavam na rua e viam aquilo ficaram estranhando o Hiro tentar fazer alguma coisa. Eu achei essa parte bem interessante, apesar de não ter sido nada ultra profundo ou algo do tipo. Nós, como seres humanos, teríamos a mesma atitude do Hiro, acharíamos um absurdo e faríamos alguma coisa a respeito, nem que fosse gritar de longe ou chamar a polícia escondido. Mas naquele mundo, as pessoas não se incomodam com esse tipo de situação por ser algo recorrente e por ser um lugar em que é cada um por si, onde se impõe a sobrevivência dos mais fortes. Quando a Elma indaga o Hiro dizendo pra ele que aquilo acontecia a todo momento em qualquer lugar da galáxia, perguntando se ele, então, arriscaria a sua vida todas as vezes que visse algo assim ocorrendo, frisando que ele era apenas um mercenário e não um herói. E ainda perguntando o que ele faria depois de salvar a garota, já que não existe polícia ou algo do tipo por lá. Iria abandoná-la de novo ou dar uma casa pra ela? Bem interessante, não acham? Só de termos algo assim, já se percebe que a história não tem nada de bobinha e que a Elma, mesmo que seja uma personagem meio clichê ou até pareça genérica, não é aquela heroinazinha ideal que temos nesses tipos de histórias.

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Obviamente que o Hiro salva a garota, não vou dizer como, e com ela temos outra das personagens que apareceram no volume #1. O nome dela é Mimi e ela possui uma passado bem triste, onde acabou sozinha depois da morte de seus pais. Mesmo sendo antes de uma família rica e de uma zona ótima onde vivem pessoas com dinheiro, acabou sendo deixada de lado pelo Estado, mesmo quando era uma menor, e indo parar nas ruas. Como já deu pra ver, aquele lugar não possui quase nenhuma lei de defesa da vida ou de proteção aos menores. Enfim, a Mimi é uma personagem querida e interessante. Obviamente que, por hora, ela parece apenas uma garota medrosa e tímida levando em conta como ela vivia até o momento que o Hiro a salva. Acredito que a relação dos dois e a relação com a Elma possa ser um ponto bem bacana da obra com o decorrer da história.

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Por fim, a outra personagem que vale mencionar desse primeiro volume é a tenente Serena, que aparentemente é uma militar daquele governo e que é filha de um marquês importante do reino. Ela parece ser uma pessoa bacana, mas ainda assim suspeita. Ela conhece o Hiro quando ele vai parar no planeta deles com sua nave espacial cheia de metais preciosos e sem identificação nenhuma, tanto dele próprio quanto da sua nave. Ela ajuda a liberar ele do interrogatório, mas deixa claro que ele ainda pode ser considerado um suspeito, como se fosse um espião de outro lugar. Ela é quem comanda o ataque a base pirata e que contrata os mercenários pra ajudar no ataque. Com certeza ela deve aparecer muitas mais vezes na história.

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Esse começo de história foi bastante promissor. Personagens legais, um enredo bem escrito, algo interessante como um universo cheio de possibilidades e um protagonista bem feito. Fiquei bem surpreso com o que li. Não me parece que Reborn as a Space Mercenary será algo memorável ou muito profundo, mas possui potencial de sobra pra ser algo desde divertido a até algo de mais conteúdo pra se ler. A arte é bonita, nada muito chamativo. O design dos personagens ficou bem bonito. Fiquei feliz de ter achado essa obra. E agora tudo depende de como o Hiro vai se comportar daqui em diante pra guiar essa história. Um começo promissor em algo que pode se tornar muito bacana ou apenas algo que fica na média. O autor mostrou partes bem escritas, criativas e de potencial, então acredito que podemos ter esperança de ver interessante no decorrer de Reborn as a Space Mercenary. Espero que se confirme.

Recomendo a leitura. Por enquanto você pode encontrar a light novel e o mangá licenciados em inglês ou ler via leitores online também. Não sei se tem em português, mas os capítulos já estão saindo por scans gringas.

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Nota: 07/10

Onde Encontrar: MangaDex

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