Roleta GG – Review: Ore ga Doutei wo Sutetara Shinu Ken ni Tsuite

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É possível mudar o futuro? É possível mudar o destino?

Certo dia, Ichijou Kazuya, 17 anos, tem um sonho muito realista no qual tem 30 anos de idade e é assassinado pelo seu melhor amigo, Masaki. Entretanto, no decorrer daquele mesmo dia, Kazuya percebe que aquilo não foi, de fato, um sonho, mas sim algo que realmente lhe aconteceu! E é com essa obra de premissa muito interessante que damos continuidade a nossa corrente reviews. Chegou a minha vez! Eu, GekkouHayate, recebi a indicação do Guzy para ler o excelente mangá de nome gigante: Ore ga Doutei wo Sutetara Shinu Ken ni Tsuite. A obra foi concluída com quatro volumes encadernados e com um total de 22 capítulos. Sua publicação se deu início em 2012 na revista Comic Meteor, da editora Holp Shuppan e é de autoria de Morita Mario (roteiro) e Wakabayashi Yuusuke (arte).

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Ore ga Doutei é uma obra seinen. E apenas por isso as coisas já melhoram muito para o enredo da história. Apesar de os personagens estarem no colégio e a obra passar o seu maior tempo nesse cenário, as coisas são extremamente maduras e realistas. Não existem aqueles milhares de vícios de shounens de comédia romântica ou coisa parecida. Lá os personagens são palpáveis, se assemelham a pessoas reais em seu egoísmo, cinismo, fraqueza ou seja qual for o defeito apresentado. É uma obra bem pé no chão, ainda que nos traga elementos sobrenaturais, que por sua vez são bastante aceitáveis para os conhecimentos científicos que temos hoje em dia. Sendo assim, não existe censura para bebidas alcoólicas, cigarros, romances ”proibidos” e por aí vai.

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Mas como pode Kazuya ter sido morto lá pelos seus 30 anos se ele está agora vivinho da silva com os seus 17 anos de idade?! Por que diabos justamente o seu melhor amigo, Masaki, seria o assassino?! Pois é, meu caro… Essas são perguntas não apenas nossas como também do próprio Kazuya. Logo no primeiro capítulo – que ficou excelente – o protagonista começa a ter determinadas visões de acontecimentos que aparentemente ele já havia vivenciado e é através disso que ele chega a conclusão de que havia, de fato, voltado ao passado. E pra sua tristeza, a vida que ele teve no futuro não era nada boa. Emprego mixuruca, playboy, mulherengo, sozinho… Infeliz.

Tudo é muito confuso na cabeça de Kazuya, enquanto na nossa, além de passar a mesma confusão pelo mistério, passa também uma grande euforia e vontade de saber mais sobre isso e seus porquês. Por outro lado, em meio a essa enorme angústia, poderia ser isso uma nova chance de mudar o seu futuro através de escolhas diferentes feitas no seu atual presente? Sim! Ao menos é isso que o Kazuya chega a conclusão num primeiro momento.

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A grande resolução inicial que o protagonista chega é quando ele revive algo que mudou completamente a sua vida. Ele perde a sua virgindade com a namorada de um amigo do seu irmão, logo na casa do tal amigo. No seu Eu do futuro ele acabou cedendo a pressão da garota e os dois acabaram sendo pegos no flagra pelo namorado, que por sinal era um delinquente/yankee. Desde aquele acontecimento, Kazuya afundou, se perdeu de vez. Como se tivesse desistido de si mesmo e se acostumado com aquela vida a ponto de acabar do jeito que acabou. A partir de lá ele passou a se relacionar com inúmeras mulheres mesmo sem gostar delas e todas essas suas ações causaram muita dor e também ódio. Por isso, quando ele estava prestes a passar pelo mesmo com a namorada de seu amigo, lhe veio certos lapsos de lembranças do ocorrido e ele, obviamente, não foi pelo mesmo caminho de antes.

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Kazuya chega a conclusão de que Masaki lhe matou devido a inveja que sentia dele por ter se relacionado com inúmeras mulheres e por conta disso o objetivo inicial do protagonista é não se relacionar com nenhuma das garotas com quem ele havia ficado antes. É claro que isso é apenas a ideia inicial que Kazuya chega afim de salvar sua vida. Mas será que o motivo de ter sido morto pelo seu melhor amigo foi mesmo apenas por inveja? Tem muita coisa envolvida nessa história e Kazuya irá, com o passar do tempo, descobrir novas coisas, ter novas lembranças do seu futuro, como também chegar a novas conclusões do que fazer para se salvar, bem como não deixar as pessoas que gosta tristes.

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É muito interessante durante os capítulos podermos acompanhar o Kazuya lembrando de certas situações e usando isso a seu favor, como por exemplo, lembrar que no futuro uma colega sua, Soutome, adorava ficção científica e ir justamente pegar ajuda com ela sobre temas relacionados a sua atual situação, deixando também a própria Soutome surpresa por ele saber isso sobre ela, quando anteriormente Soutome só revelaria pra ele isso mais pra frente.

Mas não se enganem. Só porque ele consegue lembrar de certas coisas não significa que ele estará seguro, muito menos que fará, dessa vez, escolhas certas a ponto de conseguir salvar sua vida. Várias coisas dão errado, várias coisas dão certo e as consequências disso a gente quase enlouquece pra querer descobrir. Ele visa corrigir as péssimas escolhas, ele decide evitar as mulheres, fazendo o mangá parecer até um anti-harém por parte do protagonista. No entanto, existe uma determinada escolha que fez com que ele morresse? Ou foi uma dentre as tantas que desencadeou uma série de erros? Tem mesmo como evitar algo que aconteceu no futuro? Tem como mudar o seu destino?

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É quase impossível deixar de acreditar no destino. Ou seja, naquilo que acontecerá fatalmente em sua vida, o que está traçado para ocorrer a uma pessoa durante o tempo que vai do seu nascimento até a morte.

Quem não acredita no destino, é cego para a brutal verdade de que o homem não escolhe a sua origem nem o seu caminho, este fado é ditado por circunstâncias que independem totalmente de sua vontade.

Ninguém escolheu ser alto ou baixo, feio ou bonito, talentoso ou estúpido.

Em suma, a gente é o que alguém, a natureza, Deus ou qualquer outro critério de casualidade escolheu para a gente ser.

A essa fatalidade a que está entregue o homem desde o seu nascimento ou por influência do meio em que se embarafustou é o que eu chamo de destino.

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Nada impede que com as suas novas escolhas Kazuya venha a ser assassinado novamente pelo Masaki, ele pode muito bem acabar criando um novo motivo para seu amigo lhe matar. Ou até mesmo ser morto por outra pessoa no lugar de Masaki. Num primeiro momento podemos chegar a conclusão de que a melhor saída é simples: sai de lá, se muda, faz alguma coisa pra perder o contato com o Masaki. De preferência muda de cidade ou algo do tipo. Nessa hora vale tudo, dentro dos limites, pela vida. Sem falar que o mundo é enorme, ou seja, vai desperdiçar oportunidades no lugar onde vivia e com as pessoas que conhecia, mas vai criar inúmeras outras portas no novo lugar que poderia ir. Parece tranquilo, não? Só que as coisas não são tão convenientes assim. Vocês acham mesmo que tudo gira em torno da morte do Kazuya? Não tem algo mais envolvido em tudo isso? Não existiria um motivo concreto que lhe fez voltar no tempo e ter essa segunda chance? Mas se ele voltou no tempo, então quer dizer que existe a possibilidade de criar um futuro em que ele nao morreu, afinal, se tivesse morrido, nao teria conseguido voltar no tempo, não é?

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E com tudo isso envolvido e com todas essas possibilidades que temos Ore ga Doutei, com história que gira em torno de Kazuya e sua luta para mudar seu destino fatídico, ao mesmo tempo que tem que lidar com seu colega Masaki e suas duas colegas Soutome e Yoshino, em meio a romance, drama e amadurecimento. Pois é, a história é, na minha opinião, um legítimo drama, ou seja, algo que possa ser retratado na realidade. E isso obviamente acaba incluindo outros elementos que fazem parte da obra, como romance, mistério, slice of life e vida escolar. É uma obra com teor psicológico e envolvimento emocional muito fortes e que chega a lembrar a obra-prima chamada Onani Master Kurosawa, principalmente com o Kazuya tentando consertar seus erros igual o protagonista de Onani, bem como o forte amadurecimento não só do protagonista como também dos personagens da história.

Pode parecer estranho um mangá de apenas 22 capítulos ter tudo isso de conteúdo, não é? Mas ele realmente é, sim, tudo isso. São poucos os mangás que, mesmo curtos, conseguem ser excelentes e completos. Felizmente Ore ga Doutei é um desses. E em meio a tudo isso ainda temos muito espaço para teorias e discussões sobre viagens no tempo e as possibilidades a cerca do destino. É muito bacana ver como o mangá levanta temas interessantes e de reflexão.

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Um dos pontos fortes do mangá é o protagonista Ichijou Kazuya. Ele foge completamente do clichê de protagonistas de romcoms, ele não é um aluno acima da média em esportes, aparência e notas, assim como não é também um fracassado. Kazuya é Kazuya. É, como dito anteriormente, um ótimo reflexo de uma pessoa na vida real. Acompanhar ele durante o mangá é muito interessante e gratificante. Ele é um personagem de carisma, mas também de conteúdo! O amadurecimento dele é notável e encaixa em muitas situações das nossas vidas e escolhas que já fizemos no passado. Ver o Kazuya lidando com as pessoas que magoou ou conhecia de outra forma, agora no passado, é muito bacana. Principalmente pelas suas reações e angústias. Com o passar do tempo ele vai percebendo os seus erros e como acabou magoando as pessoas por causa das suas escolhas, ao mesmo tempo que vai crescendo e amadurecendo com isso.

Agora, Kazuya está vivendo o sonho de todos nós que já passamos pelo colégio, que é poder voltar no tempo, estar na escola de novo, só que dessa vez com a cabeça de uma pessoa de mais de 20 e poucos anos, mais madura, ligeiro, etc. E é por isso que vemos o protagonista conseguindo falar tranquilamente com a garota mais bonita da sua turma e também paixão do Masaki, a Yoshino, comentando do seu corte de cabelo ou qualquer outra coisa casual assim. Lembrando que esse tipo de coisa, que pra nós é normal, pros japas não é bem assim.

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Mas não apenas do Kazuya atual que vamos conhecendo no decorrer da história. O mangá faz paralelos durante os flashbacks mostrando como ele era antes. A vida é dura, a grande verdade é que é difícil crescer e encarar tantas mudanças, ainda mais dependendo do meio em que você convive.

O homem bebe ou usa drogas para fugir do passado. Para esquecer de suas faltas. E para driblar o destino.

O homem saudável ou feliz é aquele para quem o passado traz boas recordações. Só esse tipo de pessoa está aparelhada para viver equilibradamente. Já as pessoas para quem as lembranças só servem como culpas, estas estão condenadas a serem infelizes, pelo menos incompletas. Culpa no caso não quer só dizer erro, quer dizer também fatalidade, desgraça, culpa de outrem recaída adversamente sobre si, ou então dúvida sobre se é culpado, algo assim como o raciocínio de que, se algo de mau lhe aconteceu, então é porque de alguma forma o merecia.

E isso dito acima é basicamente um reflexo da pessoa que Kazuya se tornou desde adolescente até os seus trinta anos. Ele nunca foi capaz de amar ninguém, era incompleto consigo mesmo.

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Conforme vão passando os capítulos, vamos descobrindo vários segredos dos personagens que acabam por explicar bem as coisas que aconteceram com eles no futuro, assim como a moldagem de suas personalidades. Quando Kazuya se depara com essa sua nova perspectiva de vida, ele tenta a todo custo criar novas situações a partir de novas escolhas e quando isso acontece a atitude das outras pessoas envolvidas nas determinadas situações mudam e isso pode resultar numa mudança não só do seu próprio futuro, como também pode significar que ele apenas mudou o futuro daqueles que estavam ao se lado naqueles momentos. Às vezes uma pequena atitude pode significar numa grande mudança, ou seja, o tal efeito borboleta. Esse é um tema de viagem temporal que o mangá dá uma bela atenção também. Tudo isso impõe uma extrema pressão no Kazuya, pois tudo é sempre muito arriscado a todo momento. Pra nós, isso é maravilhoso, porque nos permite criar inúmeras teorias e possibilidades sobre, não apenas as situações de momento, como também dos resultados que podem se tornar consequências no futuro de Kazuya e dos seus amigos.

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Os demais personagens também são muito bons. Grande parte deles possuem um fundo muito interessante. Entre Masaki, Soutume e Yoshino, a que mais me chamou a atenção pela sua história e pelo seu drama foi a Yoshino. Tenho certeza que vocês se envolverão muito facilmente com as angústias e medos desses outros personagens, principalmente porque são as mesmas angústias e medos que nós já passamos e ainda vamos passar durante a vida. Enquanto o Kazuya tenta se afastar da mulherada, ele acaba, no fim das contas, é atraindo mais atenção ainda devido a sua nova personalidade e cabeça, criando um romance muito bom e maduro na obra. Essa parte de Ore ga Doutei também lembra bastante Onani Master Kurosawa. Deu pra ver claramente que os autores se basearam em Onani e em outras ótimas obras, como foi o caso de Ichigo 100%, que tinha a Soutome e a Yoshino lembrando bastante as duas protagonistas do mangá.

Um detalhe importante de se falar é que a a história de Ore ga Doutei se passa no fim dos anos 90, numa época em que celulares, Internet e demais coisas não eram comuns.

Quanto a parte técnica não tenho nada a reclamar. Dá pra notar que esse é o primeiro trabalho dos autores, mas ainda assim eu gostei bastante do enredo e da arte.

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A única coisa que eu faria um reparo e que me fez lamentar foi quanto a duração do mangá. Ore ga Doutei poderia tranquilamente ter uns 6 ou 8 volumes para toda a sua história. Pra mim a obra teve, sim, um ritmo natural, mas dava pra ter posto mais profundidade ainda na história. Os acontecimentos foram muito frenéticos acontecendo uma coisa a atrás da outra e não nego que amei isso e que isso prende muito bem o leitor a ler tudo muito rapidamente, mas gostaria que houvesse mais calma ou um alongamento maior na condução e resolução das coisas. Do jeito que foi feito ficou ótimo, mas se tivessem aumentado um pouco mais poderia ter ficado ainda melhor. Óbvio que isso nem sempre depende do autor, já que o que sustenta o mangá são suas vendas e popularidade com os leitores, e informação disso a gente, infelizmente, não tem e provavelmente nunca vai saber.

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As coisas podem ter sempre ido diretas ao ponto na história, mas nada foi repetitivo. Era sempre algo novo e surpreendente acontecendo e a gente aqui pirando e vomitando arco-íris com tudo! No entanto, esse ritmo e curta duração do mangá tirou a possibilidade de algo que eu gostaria muito de ter visto mais, que foi um tempo e espaço um pouco maior pro autor suavizar a dinâmica dos sentimentos dos personagens, principalmente sobre os relacionamentos amorosos.

Enfim, Ore ga Doutei foi uma grata surpresa pra mim. Amei o mangá. Ele tem um enredo maravilhoso, personagens muito bons e um envolvimento psicológico e emocional acima da média. Esses sentimentos que eles criam e passam para os leitores é muito envolvente e significativo. O mangá é coerente, não se perde em nenhum momento e estabelece muito bem as consequências para os resultados e escolhas que são feitas pelo protagonista.

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O final é bastante satisfatório e muito bacana, dificilmente se vê mangás com bons finais ou ao menos finais decentes e de acordo com o enredo e limites propostos. É uma bela história, única, que vale a pena ler. O motivo por trás de tudo e das ações do Masaki são entendíveis, apesar de não ser algo surpreendente. O surpreendente mesmo foi o que aconteceu com um dos personagens que acabou levando a tudo isso. E prestem atenção durante a leitura, porque a história sugere várias coisas certas e erradas, mas dá pistas sobre o que aparentemente aconteceu lá na frente.

No passado, sim. Todas as pessoas do mundo viveram no passado. Você agora, no presente, está vivendo do que foi o seu passado. Está sentado sobre ele. O passado é o cimento do seu presente.

A cada dia você constrói o seu passado. O que você está fazendo agora, da maneira como está fazendo, servirá mais tarde como referência. Os outros, quando olharem para você, vão olhar para o seu passado. Para o que significou o seu passado. E você mesmo, ao planejar o que vai fazer e como vai fazer, terá como medida o seu passado.

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Faça as coisas benfeitas, portanto, e construa agora um passado glorioso para você. Mesmo que você queira mudar. Porque qualquer mudança, por radical que seja, é baseada em algo que existe concretamente, e só o passado existe concretamente.

Logo, não vou pensar no futuro intangível e inatingível. Vou me alegrar agora com o que tenho agora. Vou sorver a vida neste exato momento. Vou recorrer a outro pedaço do meu passado, formado por uma frase do poeta Horácio, “o orelhudo”: “Carpe Diem”, ele disse. Aproveite o dia. É o que temos de fazer, eu e você. Vamos aproveitar esse dia, porque ele vai ser depositado na conta do nosso passado. Nós ainda vamos nos lembrar desse dia, amanhã.

Na nossa frente está o nosso futuro a ser descoberto… Desconhecido e cheio de esperança.

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E essa, creio eu, é uma bela lição que o mangá nos trás e nos propõem a debater. Sem dúvida nenhuma adorei Ore ga Doutei e seus personagens. Recomendo pra todo mundo essa leitura sensacional.

Nota: 09/10

E a corrente segue agora com a minha indicação para o Teke! Indiquei pra ele uma das minhas obras favoritas e que ele também já estava querendo acompanhar. Espero que tenham gostado do post, não deixem de ir correndo ler Ore ga Doutei e até o próximo post do Roleta que acontecerá no dia 29/07!

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Att, Gekkou Hayate

16 comentários em “Roleta GG – Review: Ore ga Doutei wo Sutetara Shinu Ken ni Tsuite

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  6. This is one of the best mangas that I have read till now.
    Great review really nice. I was looking all over for this. You have helped me out alot.

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