Ressaca Friends 2014 – O que esperar do mercado de mangás para 2015?

Do anúncio de um jogo ao jogo do marketing

Ah!, o Ressaca Friends. Evento já costumeiro da Yamato que acontece aos fins de ano sempre trazendo muitas atrações. Esse ano, a banda Home Made Kazoku fez um show que, por pena, não pôde ser visto pelo o que aqui escreve, mas, para nós fãs de animes e mangás, o mais importante não estava nesse show e, sim, em duas palestras.

A primeira palestra trouxe nada mais nada menos que Yuu Kamiya para falar sobre sua carreira como mangaká e, claro, sobre seu grande sucesso No Game No Life, que chegou ao Brasil pela NewPop e teve lançamento no próprio evento. Kamiya estava acompanhado de sua esposa, Hiiragi Mashiro, que é desenhista da versão em mangá da light novel, ambas tendo lançamento simultâneo no Brasil. A NewPop também trouxe uma bela coleção de camisetas oficiais da obra, que também teve vendas consideráveis dentro do evento.

Voltando a falar de Kamiya, ele se mostrou o “espírito hue” incorporado. Nascido em Minas Gerais, a grande parte da vivência no Japão não tirou todo seu carisma característico do brasileiro e reconhecido por ele próprio sendo o motivo das raízes essa sua personalidade. Kamiya disse que se inspira em Togashi e, com humor, disse que deve ser ótimo só fazer alguma coisa quando bem entender, o que aumenta o motivo de admiração. Também citou o exemplo de superação no Japão do autor de Shingeki no Kyojin, Hajime Isayama, que correu atrás das editoras buscando publicar sua história e ele sempre buscou impor postar o que quiser, não deixando se reter pelas críticas da editoria. No fim, foram respondidas perguntas do público, sempre o agradabilíssimo humor do autor (principalmente ao dizer que inspiração para o protagonista de NogeNora, Sora, é ele próprio).

Depois da palestra do autor, tivemos a esperada mesa redonda dos editores das “quatro grandes” do Brasil: Beth Kodama, da Panini; Cassius Medauar, da JBC; Junior Fonseca, da NewPop e Marcelo Del Greco, da Nova Sampa. A mesa redonda acabou sendo mais uma conversa entre os editores, já que não houve um mediador. O problema foram as consequências que essa conversa tomou, mas isso comentarei depois.

Falando sobre as novidades, o grande anúncio ficou com a Panini, com o anúncio de Ao Haru Ride, mangá shoujo de sucesso da renomada Io Sakisaka. O título, sem dúvidas, era o mais cotado para ter anúncio, que já tinha sido praticamente adiantado. É viável citar que a campanha #MaisShoujosNoBrasil, que se mostrou forte no Facebook e no Twitter, foi de grande importância para o anúncio do título, o que abre a possibilidade de vir outros dos shoujos pedidos pelo esforço nas redes sociais.

Outro ápice de euforia foi no final da palestra, quando Marcelo Del Greco anunciou um super desconto em todos os mangás da Nova Sampa até o fim do evento. A movimentação foi geral e muitos correram para aproveitar, lotando o stand da editora. É importante ressaltar também a NewPop, que ficou lotada durante todo o evento com o lançamento de No Game No Life, gerando uma enorme fila. Posso confirmar que, graficamente, a light novel está ótima. Não poderei confirmar aqui a qualidade de revisão, já que não cheguei a comprar, e nem do mangá, pois não tive acesso a ele.

Da JBC, tivemos um grande show de críticas humorísticas de Cassius Medauar. Sempre com um teor irônico, ele novamente fez as clássicas piadas com Hajime no Ippo e JoJo’s Bizarre Adventure, mangás famosos, porém longos demais para uma publicação. Nisso, pudemos escutar sobre os problemas de vendas de mangás no Brasil, sobre a dificuldade de manter uma obra em venda constante. Essa discussão pegou boa parte da palestra e também cobriu a parte das perguntas.

Outra questão que cobriu a parte das perguntas e foi bem polêmica foi sobre a publicação de mangás brasileiros nas editoras. O garoto que perguntou, mostrando um desconhecimento, já que, quando questionado sobre o BMA (Brazil Manga Awards) por Cassius, afirmou não conhecer. O editor, nesse momento, recusou a responder mais alguma coisa sobre o assunto. Acabou sendo um assunto bastante complicado, no geral.

Uma outra grande confusão também teve como protagonista o editor da JBC. Ele, ao elogiar a edição de Berserk da Panini, disse, em tom de brincadeira, que estava feliz em ver que finalmente estavam saindo mangás com a mesma qualidade dos de sua editora. Nisso, Junior Fonseca interrompeu dizendo que a NewPop sempre manteve uma qualidade do mesmo tipo. Ao ouvir isso, Cassius soltou, num tom ácido, uma dura crítica para a revisão das obras que a NewPop trabalha.

No fim, o grande foco acabou sendo esta discussão. As críticas que vi, principalmente no Twitter, foram duras. Alguns criticando fortemente o editor da JBC e outros concordando com a sinceridade de Cassius. Talvez isso ainda renda assunto numa próxima leva de anúncios que está por vir.

Bem, esse foi o resumo que pude fazer desses pontos importantes do Ressaca Friends. Houve apenas um anúncio, um shoujo, que deverá funcionar como um teste de mercado. Os outros editores também disseram ter novidades, mas, já que já revelaram muitas coisas para 2015, resolveram não revelar nada ainda. O que resta é esperar como continuará o mercado de mangás no Brasil e se haverá algo mais pacífico nas próximas vezes.

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7 comentários em “Ressaca Friends 2014 – O que esperar do mercado de mangás para 2015?

  1. Cassius foi grosso, porém falou a verdade nua e crua. Mas o garoto que perguntou dos mangás brasileiros foi muito ownado UHAUHAUSHUASHAS

    PS.: Informação extra pra vcs: Lá no estande da Nova Sampa o Del Grecco me confirmou que Gurren Lagann volta em janeiro com os volumes 5 e 6 e vai seguir sem mais pausas até o fim (Pelo menos é o plano).

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  2. Não acho legal isso do Cassius. JBC tb tem erro de revisão em Love Hina, Kenshin… E as edições especiais são realmente de qualidade superior (como Berserk e Usagi Drop), mas o restante dos mangás é da mesma qualidade das outras editoras.
    Nem tem pq pagar de gostoso.

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  3. Só terei fé novamente no mercado de mangás quando sair títulos de peso porém com uma publicação possível, tais como: Nisekoi, Kami Nomi, Tokyo Ghoul, Chihayafuru. Sou leigo nas obras que ainda não tiveram adaptação para anime, então quem puder sugerir títulos de peso para serem publicados no Brasil, é só comentar o/ !

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  4. A JBC é a editora que eu mais gosto atualmente. Nesse ano ela foi a melhor na minha opinião, mas os caras também cometem alguns erros nos mangás deles. Os menos populares principalmente.
    Mas não vou falar mais que isso porque não vi essa mesa redonda, tem algum vídeo onde eu possa ver? Tentei procurar aqui, mas só aparece de 2013 –‘

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    • Então, não possuo um vídeo em meu domínio e também, no campo de visão que eu tinha, não vi se alguém chegou a filmar. Bem, isso foi um resumo. Também houve outro texto no Jbox que também falou sobre o mesmo causo. Caso queira dar uma procurada lá, já fica o aviso.

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  5. Uma pena que Vagabond só é lançado hoje para quem já estava fazendo a coleção desde a CONRAD, pq quem não tinha tem que ficar chupando os dedos ou baixar na NET mesmo.
    Outro fato chato mesmo e esta demora para lançarem os mangás aqui, não seguindo as datas, o que deveria ser muito fácil pois não depende dos lançamentos de lá, pois já está tudo feito mesmo kkk.
    Já desabafei aqui algumas vezes, é do alto preço que os mangas estão sendo lançado, como USAGI DROP e Azumanga Daioh, obras muito boas e que infelizmente não vou comprar por não aceitar o valor. Quem sabe no final, pois a banca onde compro sempre faz umas coleções completas e vende a um preço mais barato.
    Não gosto muito também de comprar mangás que ainda estão em andamento por lá pois um dia nós chegamos e ficaremos nas mãos deles, se vão concluir ( X foi um caso de lançarem aqui e de ter sido cancelado por lá) e de Evangelion (que esperamos por anos por um fim e que finalmente será concluído). Eles tem tantas obras boas concluídas, pq as editoras aqui não pegam estas e insistem em ficar pegando obras novas por lá?

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  6. Eu comprei o mangá do NGNL e achei ele perfeito, mas o que me deixo intrigado foi a folha q eles usaram. Eu fui comparar com outros mangás que eu tinha e vi q n era a quela folha de jornal que a Panini utiliza (e ainda n vem aquelas paginas boradas q vem nos mangás da panini). A Light Novel eu achei incrível, mas teve muito erro na escrita (pois sempre tinha palavras q faltava letra).

    A estante da New Pop me deixo super estressado, pois fiquei 1 hora na quela fila enorme (eles poderiam ter feito uma estante maior e que n deixassem todos da fila no sol). N consegui pegar ficha para autografo oq me deixo muito bravo (n sei se tinha poucas ou eles n esperavam tudo isso de pessoas q queriam o autografo)

    A palestras estavam lotadas e eu n acabei conseguindo entrar em nenhuma (tbm eu chegava 1 minuto antes de começar 🙂 )

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