Para lugar nenhum… Elas continuam aqui.
Embora HAL tenha estreado em junho do ano passado, achei perdido esse ano e me surpreendi por nunca ter ouvido sequer falar dele nesse meio tempo. Com a mangaká Io Sakisaka (Strobe Edge, Ao Haru Ride), que criou o design dos personagens; Ryoutarou Makihara, que fez sua estréia dirigindo o filme pela Wit Studio, temos também Katsuhiko Kitada (Guilty Crow, Fullmetal Alchemist: The Sacred Star of Milos), responsável pela animação dos personagens como Diretor-Chefe de animação e Asami Kiyokawa (Paradise Kiss), o Diretor de Arte Visual. Michiru Oshima (Fullmetal Alchemist, Beck) foi o responsável pela trilha sonora e a linda Hikasa-san que canta a música tema Owaranai Uta (Poema Interminável). Poderia se esperar algo maravilhoso com essas pessoas né? Dito e feito.
Hal mostra um lado mais filosófico da vida.
Não queira fazer como eu que em busca de passar a tarde chuvosa de domingo (que pessoalmente já é deprimente ensolarada) com algum filme super alegre e tentando escapar, de qualquer maneira, de pensamentos reflexivos, me deparo com Hal em designs maravilhosamente chamativos e relaxantes e logo que começa já penso, chorando, “PORRA’’ alguém morreu! /o/
Nos primeiros minutos vemos Q01, um robô, presenciar um avião explodir, o que para mim já passou uma estranha sensação. Pois, o senhor que chama Q01 olha para o avião e trata como sendo uma coisa normal. Tipo, “foda-se aviões explodem à todo momento” e ao ler um sms quase desmaia. O que até esse ponto fica óbvio que ‘’alguém’’ muito importante naquele avião… Morre.
Porém é aí que está o laço, o toque final, a cereja do bolo em HAL.
Segundo a sinopse, Kurumi perde HAL em um acidente de avião e Q01 é enviado para substituir HAL e dar sentido novo à vida de Kurumi.
Com cubos mágicos, flashbacks mostrados em um botão-câmera que Kurumi tende a assistir algumas vezes e Hal-Q01 perguntando para as pessoas do local sobre seu EU, vemos que há mais do que apenas ‘’um luto’’ a ser tratado e que as coisas não como são.
Sinto uma enorme vontade de contar cada mínimo detalhe do filme, cada pensamento e sentimento que tive ao vê-lo, mas poderia acabar passando uma ideia super exagerada do filme e decepcioná-los ou passar a vocês a vontade de me matar por contar spoiler de um filme que para mim foi magnífico. Magnífico por que em 60 minutos me passou o necessário para pensar que a vida é muito, muito mais do que ficar parado esperando ela passar, esperando as oportunidades passar, esperando pessoas importantes passarem. Porque senão todas essas coisas passaram e sem que vejamos também iram. Como num piscar de olhos.
A última fase do luto é a aceitação, e é um triste momento no filme quando o personagem aceita a morte da pessoa amada. O fato de seu amor querer a todo custo tê-lo libertado de todas as dores e amarras do mundo e sem que se perceba essa pessoa se vai… o que sentir senão culpa; solidão? Ver que a vida é mais que passado… A vida é o presente, que forma o futuro.
“A pior parte do fim é o recomeço” – LP.
Realmente quando o personagem aceita que acabou, que há momentos que não voltam por mais que se queira. Vemos uma pergunta que paira na mente de todos e que no fundo têm milhares e nenhuma resposta.
-Para onde vão as pessoas depois de morrerem?…
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Por, Skyzinha-chan
Um “Eu Recomendo” rápido e simples õ/
Geralmente os filmes de ação ou aventura que se destacam mais no ano? uma obra como essa não pode passar despercebida, acho que não me decepcionarei quanto ao drama.
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Geralmente né, mas esse acho que particularmente tem um toque especial 🙂 Espero que goste, não é SUPER drama…mas o suficiente pra pensar muita coisa rsrsrs /o/
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Pode deixar que verei, vi sinopse e algumas partes e gostei da recomendação. \õ\
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uma boa recomendação
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Uma ótima indicação, dei uma conferida em Hal ontem a noite e não me arrependi.
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Fico feliz… *—* Acho que tá faltando um pouco de animes com esse aspecto. Precisamos de coisas novas e super interessantes /o/
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