Primeiras Impressões: Soft Metal Vampire

Mangá do mesmo autor da obra-prima: Eden – It’s an Endless World!

Quem diria, já estamos no terceiro título sorteado. O escolhido da vez é um mangá do grandioso Endo Hiroki, autor de Eden – It’s an Endless World!, considerado talvez o melhor mangá sci-fi cyberpunk já criado, ou pelo menos um dos melhores. No Brasil, foi lançado pela JBC em formato big há pouco tempo. Fica a dica.

Soft Metal Vampire retrata a história de uma humanidade que divide o mundo com vampiros dentro do gênero neo-seikakei, um termo criado pelo crítico cultural Hiroki Azuma e que se aplica a obras onde crises apocalípticas contracenam com as preocupações cotidianas de jovens protagonistas, como paixões colegiais, crise existencial e as dores da vida. O maior exemplo de neo-seikakei seria Evangelion. E esse novo trabalho do Endo-sensei é bem recente, foi publicado a partir de 2016 nas páginas da revista seinen Afternoon, da Kodansha, e concluído recentemente, entre 2018 e 2019, com seis volumes encadernados. Pelo o que eu apurei, teve um fim natural, o autor encerrou como queria. E como é de costume do autor, Soft Metal Vampire é mais um seinen sci-fi, com os subgêneros: sobrenatural, romance, drama, comédia e ação. Sim, é uma obra madura, para maiores, pelo menos, de 16 anos.

O mundo humano foi invadido por poderosas criaturas sugadoras de sangue.
Miika, uma estudante de 16 anos, após um encontro com o jovem dhampir Alan, foi arrastada para a guerra de longa data entre os puro-sangue, os dhampirs e os lobisomens.

A sinopse passa a impressão de termos um mangá bem estranho ou meio bobo, mas é justamente o contrário. É tudo bem pé no chão e realista. Os vampiros e os lobisomens não são como a imagem que vocês imaginam, pelo contrário. Fora que quase tudo no mundo parece ter explicações químicas e físicas. Falando em química, os poderes dos personagens são baseados nos elementos químicos. Isso cria combates e estratégias muito interessantes, porque é possível encontrar os elementos químicos em vários lugares da natureza e usá-los como vantagens e desvantagens durante um combate. Não bastasse isso, a história se passa num futuro distópico e com tecnologia avançada, dando ainda mais elementos interessantes não só para o enredo em si, como também nessa parte de combate e divisão de raças.

Miika, a protagonista, ao fazer 16 anos – assim como todos os habitantes – é obrigada a realizar um exame de sangue feito por um robô do governo que voa até as casas das pessoas. O robô lembra aquele de Fallout 4. O resultado do exame indica que a garota tem um tipo de poder ultra raro, só ela no mundo todo o possui. Ela é capaz de controlar a prata. Mas por que será que isso é tão importante? Com certeza tem a ver com a situação atual do mundo. No começo do mangá eles trazem essa explicação: ”as leis do mundo inteiro começaram a mudar. Possuir prata, seja por escavação, seja por fundição, seja por processamento, se tornou proibido. Os metais por fusão de plutônio e gálio que o governo possuía em abundância desapareceram por completo. Porém, no dia seguinte, houve uma transformação e eles passaram a flutuar pelos céus como uma junção de zircônio e vidro”. Isso que foi descrito é uma pequena introdução ao mundo atual. Esses objetos flutuantes no céu, que parecem uma junção de zircônio e vidro, estão realmente espalhados por tudo, como se fossem pequenas naves ao alto ao lado das nuvens. Ou seja, alguma merda fizeram pra complicar a vida das pessoas naquele mundo. Foi de propósito? É bem provável. Foi o governo? Mais provável ainda, haha. Apesar de um pouco complexo ou complicado, com certeza tudo isso será muito bem explorado e desenvolvido de maneira natural e orgânica na história, afinal estamos falando de um autor especialista nisso. Eu achei sensacional todo esse universo e esse lore que o Endo-sensei criou para o mangá. Tem muito potencial.

Por enquanto, os que parecem ser os bonzinhos é o pessoal da Fundação Global Damphir, que foi lá resgatar a Miika e seu pai. Sabe-se lá qual o perigo que representa ter algum ser humano podendo controlar a prata, tendo em vista que o estrago que o pessoal do governo fez no primeiro capítulo apenas para tentar capturá-la é descomunal. Simplesmente exterminaram vários adolescentes, numa cena que lembrou demais o famoso momento escolar do começo de Deadman Wonderland.

Por enquanto os personagens do mangá são bem divertidos e carismáticos. A dinâmica entre a Miika e o vampiro Alan, apaixonado por ela, é maravilhosa. Tem bastante espaço pra momentos mais descontraídos e comédia nessa loucura densa e pesada que o enredo traz.

Uma das coisas mais difíceis de se fazer, na minha opinião, é criar um universo interessante, criativo e que faça sentido. Algo que Soft Metal Vampire parece ter feito. Outra parte fundamental e difícil é criar bons personagens. Ainda é muito cedo pra ter uma resposta disso, mas eu gostei do pouco que vi. Acho que esse mangá tem tudo pra ser muito bom e divertido de se acompanhar. Seria bem bacana ver a JBC trazendo ele por aqui. Por enquanto só é possível de se ler pela internet. Curiosamente, a única scan no mundo que está fazendo o mangá é brasileira! O pessoal da KIIS Scansubs está fazendo esse serviço incrível pra nós e traduzindo direto do japonês, pra nossa sorte.

Recomendo demais a leitura de Soft Metal Vampire. Não é todo dia que uma obra tão interessante aparece por aí. Ainda mais vindo de um autor renomado. E recomendo, principalmente, a leitura de Eden – It’s an Endless World!. Esse mangá é uma obra-prima, pessoal. Sem exagero algum.

Gostaria de entrar em mais questões e comentar mais detalhes do primeiro capítulo, mas não quero dar spoilers e estragar a experiência. Espero que deem uma chance pra leitura e que tenham gostado do post. Nos vemos na próxima!! o/

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Um comentário em “Primeiras Impressões: Soft Metal Vampire

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