Eu Recomendo: Meus animes e mangás favoritos

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Estou indo embora, mas antes umas coisinhas

Provavelmente a maioria aqui não lembra de mim ou dos meus posts, mas escrevo algumas coisas às vezes por aqui e, bom, foram 3 anos no Gekkou Gear, mas terei que sair do site. Em relação a isso, quis deixar uma despedida.

Esse texto consiste em postar meus animes e mangás favoritos e explicar porque recomendo eles. Não vou ser muito formal a ponto de fazer alguma análise, etc., até porque não quero que seja sério isso, então talvez não foque tanto em pontos técnicos das obras, mas sim no essencial que é: “por que vocês precisam ler isso!”.

Farei cinco de cada e tentarei explicar os motivos em pelo menos uns dois parágrafos pra cada um. Muita coisa é bem popular, então não será exatamente novidade para a maioria, mas acho que vale a pena dar uma checada de toda forma. Bom, bora lá ver como isso aqui vai ficar.

Animes

Perfect Blue

Direção: Satoshi Kon
Gêneros: Drama, terror psicológico
Episódios: 1 (Filme)
Estúdio: MadHouse
Sinopse: Mima Kirigoe, membro de um grupo de idols, está prestes a sair dessa carreira, mas continua no meio profissional como atriz. A personagem no entanto não demonstra estar muito feliz com essa nova vida, então os problemas começam a perturbar sua mente.

Começando com um filme, Perfect Blue de cara já carrega o nome do meu diretor favorito, Satoshi Kon. O longa apresenta uma história muita mais densa do que parece ser, pois mexe com temas como a exposição midiática e a fama de uma maneira bem forte, apresentando muito bem como isso pode afetar o psicológico de uma pessoa.

Ele é mais conhecido entre o meio otaku pela polêmica com o filme Black Swan, que pega o conceito e até mesmo algumas cenas que o deixam bastante semelhante ao original. O filme é ótimo também, mas toda a questão da animação de Perfect Blue, sem falar da parte metafórica e muito mais poderosa de suas cenas, faz Perfect Blue ser um filme sem igual e, pra mim, o melhor de Satoshi Kon. Muitos diriam que Paprika é algo mais refinado, opinião que, entretanto, não julgo.

Pra quem gosta de algo que mexe com a parte psicológica, Perfect Blue é provavelmente a obra mais perfeita pra isso. Toda a construção da protagonista Mima é genial de um jeito que só Satoshi Kon consegue fazer. Pra quem não viu muito ou não assistiu nada dele, podem ir atrás de tudo que tem qualidade no mesmo nível que Perfect Blue.

Tengen Toppa Gurren Lagann

Direção: Hiroyuki Imaishi
Gêneros: Ação, aventura, mecha, comédia, sci-fi
Episódios: 27
Estúdio: Gainax
Sinopse: Simon e Kamina são dois amigos quase irmãos que nasceram no subsolo de um mundo apocalíptico que não permite que os humanos vivam na superfície, que é habitada pelos Homens-fera. No entanto, um dia o subsolo é atacado e os dois conhecem Yoko, que está lutando contra um desses perigos da superfície. Uma chave em forma de broca encontrada por Simon acaba ajudando os dois a começarem sua jornada para perfurar os céus.

Gurren Lagann é outro que dispensa apresentações. Clássico do estúdio Gainax, o anime completou 10 anos esse ano e continua no auge em história, animação e hype proporcionado. Provavelmente a maioria assistiu Gurren Lagann ou no mínimo já ouviu falar dele, mas é importante enfatizar o quão importante ele foi para as animações. Toda a fórmula de criar hype em cima de hype parte daqui. É como se fosse um filme de ação que escala a cada momento, só que ele não se limita em chegar a um fim e cria ainda mais camadas até conquistar o absurdo e, por mais que critiquem esse ponto, o grande objetivo de Gurren Lagann é alcançar essa hipérbole.

Em toda essa jornada que o anime cria, a equipe não foi tímida em nenhum momento em colocar cenas fortes. Além da ação frenética, o drama também pesa aqui e é importante para o início, desenvolvimento e final da série. Toda uma importância é dada para diversos personagens e cada ponto é trabalhado cuidadosamente, desencadeando discussões fortes principalmente no arco final. Nada é descartado e isso faz Gurren Lagann ser importantíssimo.

No geral, recomendo Tengen Toppa Gurren Lagann para todos que adoram boas cenas de ação e tem “tesão” por boa animação, digamos assim. O anime tem uma ótima construção de personagens e não decepciona em nenhum momento. E para aqueles que se empolgam fácil, é com certeza a escolha absoluta. Para quem quer ver por meios oficiais, o anime está disponível na Netflix.

Kimi no Na wa.

Direção: Makoto Shinkai
Gêneros: Romance, drama, sobrenatural
Episódios: 1 (Filme)
Estúdio: CoMix Wave Films
Sinopse: Mitsuha é uma garota que mora no interior que sonha em viver em uma cidade grande como Tóquio. Taki é um garoto de Tóquio que trabalha para ter alguma renda extra e sonha em ser um arquiteto. Certo dia, os dois trocam de corpo e essas trocas começam a ser mais frequentes, forçando cada um deles viver a vida um do outro por pelo menos dois dias na semana.

Outro que dispensa apresentações é Kimi no Na wa., ou Your name., como ficou conhecido no ocidente. O filme de Makoto Shinkai é provavelmente a melhor produção do diretor. Eu particularmente não sou tão fã dos trabalhos anteriores dele, mas fui totalmente convencido pela capacidade de Kimi no Na wa. contar sua história e entregar um drama extremamente competente.

Apesar da proposta inicial parecer simples, toda a história é tão bem desenvolvida que faz o espectador mergulhar na nela sem hesitar. O filme te prende de um jeito e consegue manter um suspense enorme e, ao contrário de outros filmes de Makoto Shinkai, dá um sentimento de satisfação (e até te arranca umas risadinhas).

A animação, como de praxe dos filmes do diretor, está excelente e apesar de não ser o ponto alto dos trabalhos de Shinkai e a equipe que normalmente trabalha, ela faz quem está assistindo imergir na história e prestar ainda mais atenção em cada detalhe que se tornará importante para o desenvolvimento da trama.

Enfim, Kimi no Na wa. neste ponto já desse ter sido visto pela maioria do público que se interessou, mas fica aí assim mesmo a recomendação porque o filme é, de fato, uma obra-prima e todo tipo de público irá gostar. O filme já tá confirmado pra entrar na Netflix, então quem não viu no cinema, tem a possibilidade de ver por lá também.

3-gatsu no Lion

Direção: Akiyuki Shinbou, Naoyuki Asano
Gênero: Drama, psicológico, jogo de tabuleiro
Episódios: 22 (+ segunda temporada em andamento)
Estúdio: Shaft
Sinopse: Kiriyama Rei foi criado em um mundo voltado totalmente ao shogi, jogo de tabuleiro tradicional no Japão. O jovem, porém, carrega um grande fardo nas costas, mas isso começa a mudar quando ele conhece as irmãs Kawamoto, que conseguem alegrar um pouco mais sua vida.

3-gatsu no Lion é um anime do qual já falei por aqui num texto explicando sobre como a obra trata a depressão, mesmo assim vou dar uns detalhes do porquê recomendo tanto esse anime. Ele é uma adaptação do mangá da autora Chika Umino, que por si só já faz um trabalho sensacional em expor essa obra e o anime conseguiu melhorar ainda mais seu trabalho. O estúdio Shaft sempre consegue fazer adaptações maravilhosas e 3-gatsu provavelmente é a melhor delas pra mim (apesar de Monogatari estar ali no páreo). Toda a questão da depressão de Rei é tratada de forma que toca forte nos pontos importantes da doença, mas também mostra maneiras de como ela pode ser melhorada. Não são soluções que condizem totalmente com a realidade, mas toda a importância dada a isso, mesmo que de maneira sutil, é surpreendente.

Além de tudo, Sangatsu é um anime que trata sobre shogi, um jogo de tabuleiro que, bem, não é lá movimentado, mas assim como Hikaru no Go (apesar de não ser tão gritante quanto este), os diretores conseguiram fazer que todos as partidas mostradas no anime fossem excitantes ou tivessem algo que as deixassem melhores, incluindo vários momentos que mesclam drama e comédia. Comédia essa, aliás, que dá todo um alívio na carga dramática que o anime dá em muitos momentos.

3-gatsu, ao contrário dos outros animes que já falei aqui, ainda não está finalizado. A segunda temporada começou a ser exibida faz pouco tempo no Japão, mas mesmo ele ainda estando me andamento, vale a pena dar uma conferida, porque o trabalho está realmente impecável. Para os que tem meios oficiais, tanto a primeira, quanto os episódios que saíram da segunda temporada estão disponíveis na Crunchyroll.

Code Geass

Direção: Gorou Taniguchi
Gêneros: Mecha, ação, sci-fi, militar
Episódios: 25 + 25
Estúdio: Sunrise
Sinopse: O Japão, chamado agora de Área 11, é um local dominado pelo Império de Britannia. Em meio a essa situação, o príncipe exilado Lelouch Lamperouge se vê na batalha entre a resistência e o império. Em certo momento, ele conhece C.C., personagem que lhe garante o poder do Geass, que permite que qualquer ordem dada uma vez seja obedecida por quem a recebeu. Lelouch então começa a usar seu novo poder para buscar vingança contra Britannia.

Code Geass é meu anime favorito, mas ele fica meio que… fora dos animes que já recomendei aqui. O título em si é bem conhecido e muitos de vocês já devem ter assistido e quem assistiu sabe dos problemas de consistência que a série tem, porém mesmo assim ela me conquistou a ponto de considerá-la favorita. Talvez seja alguma memória afetiva, não sei, mas pra mim isso continua sensacional.

Lelouch é aquele tipo de personagem que parece que não pode ser detido por ninguém. Sempre tem planos vários passos à frente dos outros, o que permite que una o poder de seu Geass à sua inteligência para conseguir tudo que quer (inclusive alguns robozões). O personagem provavelmente é o único que tem bom desenvolvimento na série, o que não tira o caráter importante que ela traz. Se for para comparar, Code Geass consegue ser semelhante à Death Note, é uma comparação comum, porém ele é muito mais refinado em MUITOS pontos, o que dá um charme a mais pra obra. As cenas de ação também são outro destaque, banhadas por uma animação muito boa, proporcionando momento incríveis.

Apesar de parecer que falei mais bem do mal, eu de fato recomendo Code Geass para qualquer um que goste de animes. Ele tem drama, tem ação, tem jogos intelectuais (grande parte das vezes) bem feitos e consegue divertir. É essencial.

Menções honrosas:

Fullmetal Alchemist: Brotherhood
Direção: Yasuhiro Irie
Episódios: 64
Estúdio: Bones

Osomatsu-san
Direção: Yoichi Fujita
Episódios: 25 (+ segunda temporada em andamento)
Estúdio: Pierrot

Welcome to NHK!
Direção: Yuusuke Yamamoto
Episódios: 24
Estúdio: Gonzo

Kino no Tabi: The Beautiful World (2003)
Direção: Ryuutarou Nakamura
Episódios: 13
Estúdio: A.C.G.T.

Sayonara Zetsubou Sensei
Direção: Akiyuki Shinbou
Episódios: 12 + 13 + 13 (+3 OVAs + 1 OVA)
Estúdio: Shaft

Sekai Oni

Autoria: Uru Okabe
Gêneros: Psicológico, fantasia, terror, drama
Volumes: 11
Publicado em: Ura Sunday
Sinopse: Azuma é uma menina que órfã e agora é criada pelos tios, que são abusivos de diversas formas com a garota. Essa situação faz ela desenvolver uma síndrome chamada “Alice Através do Espelho”, que faz com que ela veja coisas de outro mundo em qualquer superfície que possua reflexos. Um dia esse mundo dos espelhos começa afetar o mundo real e Azuma é arrastada para uma jornada que mudará sua vida

Sekai Oni é um mangá que tem um conceito bem absurdo e abusa bastante disso. Ele reúne uma grupo só de gente perturbada da cabeça e faz com que eles para lutem juntos contra uma ameaça de outro mundo que está afetando o mundo real. Apesar do conceito parecer clichê, o mangá não para por aí e mexe com umas temáticas bem pesadas, incluindo abuso sexual e violência doméstica.

O mangá  também tem muitas lutas, que são incrivelmente bem feitas. Todo o conceito battle shounen que ele possui, lembra bastante o de Hoshi no Samidare. Aliás, eu mesmo tomei a liberdade de criar uma sentença pra definir Sekai Oni: “Se Hoshi no Samidare foi uma desconstrução do battle shounen, Sekai Oni é a desconstrução de Hoshi no Samidare”. Tudo é muito bem feito e brinca com os absurdos de um jeito que às vezes deixa muita coisa até cômica, mas nunca ruim.

Recomendo Sekai Oni para todos que curtem um drama bom e personagens carismáticos e bem desenvolvidos. As cenas de luta também são incríveis, sem falar da arte e criatividade no design dos personagens, tanto dos protagonistas, quanto dos inimigos.

Oyasumi Punpun

Autoria: Inio Asano
Gêneros: Psicológico, drama, slice of life
Volumes: 13
Publicado em: Big Comic Spirits
Sinopse: Punpun Onodera é um garoto normal que vive sua vida normal com sua família, apesar de vez ou outra rolar alguns problemas em casa, mas isso também é normal. Na escola, ele se apaixona pela garota Aiko Tanaka e aos poucos vai conhecendo mais o que é crescer. Ao decorrer que o tempo passa, a situação de Punpun se complica em vários meios de sua vida, o que faz com que ele vire um jovem recluso do mundo.

Oyasumi Punpun já virou um clássico contemporâneo absurdamente conhecido quando se trata de mangá. É a obra máxima de Inio Asano, autor que já está acostumado em tratar temas pesados sem medo de mostrar o que eles de fato são. O caso de Punpun não é diferente, já que Asano cria um personagem que maior parte de seu público se identifica (ao menos até certo momento da história). Punpun é um garoto que tinha uma infância relativamente feliz, mas ao decorrer que vai ficando mais velho vê que a vida está longe de ser um mar de rosas e fica cada vez mais afundado em sua própria escuridão.

O desenvolvimento do Punpun e sua relação com a Aiko é uma das melhores que já presenciei na ficção. Não é algo saudável, mas é algo sem dúvidas feito com uma excelência que só o Asano consegue alcançar em produção de mangás atualmente. Tudo isso é refletido também em toda a estética do mangá, que coloca um personagem caricato que pode ser qualquer coisa, qualquer papel, contribuindo para que exista a imersão. Esse é o propósito de Punpun.

Elogiar Oyasumi Punpun já é de praxe do grande público, então fica aí apenas meu reforço para que quem não leu, dar uma chance pra essa obra fantástica. Assim como falei de Satoshi Kon, Inio Asano também é praticamente infalível no que faz, então ele é outro ótimo se checar toda mangagrafia.

Omoide Emanon/Sasurai Emanon

Autoria: Shinji Kajio (história), Kenji Tsuruta (arte)
Gêneros: Slice of life, sobrenatural
Volumes: 1 + 2 (+1 do especial Emamon – Sasurai Emanon Episode: 1)
Publicado em: Comic Ryu
Sinopse: Emanon é uma garota que tem memórias dos acontecimentos de toda a história do planeta Terra, desde que a vida se iniciou nas bactérias. Isso desperta a atenção de um jovem que busca saber mais sobre sua vida.

Eu poderia falar de Emanon apenas de um mangá só, mas isso seria impossível pra mim porque primeiro: Sasurai Emanon é absurdamente melhor que Omoide Emanon; Segundo: não teria como eu falar de Sasurai sem falar de Omoide e bônus: também considero o especial de Sasurai muito importante pra continuidade da história.

Pois bem, Emanon é uma mulher que tem memória de todas as épocas, de todos os tempos. Isso em Omoide não é tão aprofundado, já que ela não é a narradora da história, mas o mangá serve muito de introdução para entendermos e apreciarmos ainda mais a grandiosidade de Sasurai Emamon. A obra consegue fazer o leitor admirar completamente o que tá acontecendo ali e a Emanon é uma personagem que não tem como não amar. Depois de ler o mangá, dificilmente ela não entra na lista de favoritos de alguém. Ela é despreocupada, mesmo que já tenha passado por tanta coisa em sua vida e toda essa despreocupação deixa o mangá com o clima bem leve, apesar de ter discussões existencialistas muito bem elaboradas.

Além disso, Emanon tem uma arte fantástica e suas metáforas visuais são muito bem utilizadas, refletindo ainda melhor o contexto da obra. O volume especial que fica entre Omoide Emanon e Sasurai Emanon é um absurdo de tão lindo, ainda mais por ser colorido.

Mas é isso, Emanon é uma leitura que recomendo para todos, principalmente aquela galera que tá querendo pensar numas parada meio tensa sobre a vida mesmo, porque, além de tudo, ele também consegue ser relaxante.

Boku wa Mari no Naka

Autoria: Shuuzou Oshimi
Gêneros: Drama, mistério, sobrenatural, psicológico
Volumes: 9
Publicado em: Manga Action
Sinopse: Mari é uma garota admiradas por todos em sua escola pela sua beleza e toda sua sociabilidade, porém um mistério parece sempre rondar a garota. Já Komori é um hikikomori que só sai de casa para observar Mari quando ela está na loja de conveniência. Certo dia, Mari acorda em seu quarto, mas tudo parece diferente para, incluindo seu próprio corpo.

Boku wa Mari no Naka, ou Inside Mari, se aproveita do conceito de gender bender e faz algo lindo com isso. Kimi no Na wa usou isso, de certa forma, ok, mas Inside Mari se aproveita desse conceito ao máximo e ainda propõe algumas discussões consideráveis a partir disso. A proposta dos personagens trocarem de corpo aproveita pra mostrar toda a questão da libido e da curiosidade que o ser humano pode ter, sem falar que mais pra frente na história as coisas tocam em uma camada muito mais profunda.

Enfim, Boku wa Mari no Naka é recomendado pra todo público. Toda o senso de descoberta dentre outras coisas abordado no mangá instiga bastante a imaginação do leitor e quando chega no ponto crucial onde tudo é revelado, entrega muito bem a história.

Pluto

Autoria: Naoki Urasawa
Gêneros: Mistério, ação, sci-fi, psicológico
Volumes: 8
Publicado em: Big Comic Original
Sinopse: Baseado em parte do mangá Astro Boy, de Osamu Tezuka, Pluto é uma releitura dos acontecimentos do original que segue a história do detetive Gesicht, que está atrás de descobrir o que há por trás do mistério sobre morte de humanos e robôs que estão ocorrendo. O caso começa a ficar ainda mais complicado quando os indícios levam a suspeita para um robô, sendo que não existem casos de robôs atacando humanos há 8 anos na história da trama.

Pluto, como já disse na sinopse, é baseado no mangá Astro Boy, do Tezuka, que, ao contrário de Pluto, é um mangá voltado para o público infantil. Pluto pega um ponto da história de Astro Boy e aborda de uma maneira incrível, usando a transformação dos caricatos personagens de Tezuka em figuras sérias e que vivem em um contexto perigoso que está surgindo na história.

Toda a questão existencialista sobre os robôs é abordada, afinal existem aqueles que são mais “humanos” e outros que apenas estão lá, servos da humanidade, criando aquela imagem de desenvolvimento de inteligência artificial de uma forma tão bem trabalhada quanto num livro do Isaac Asimov da vida.

Além disso, a escolha do protagonista ser o detetive Gesicht dá pra trama todo um clima de mistério, que melhora ainda mais as discussões do mangá. A narrativa que o Urasawa cria é surpreendente e, para mim, o ápice do autor, já que ele consegue entregar tudo que pretende sem mais delongas, como às vezes acontece em outras obras dele.

Para quem é fã de Astro Boy e/ou obras do Urasawa, Pluto é obrigatório. Todo o cenário criado para que a história se encaixe é perfeitamente executado, o tornando meu mangá favorito e espero que de alguns de vocês também após lerem.

Menções honrosas:

Fullmetal Alchemist
Autoria: Hiromu Arakawa
Volumes: 27
Publicado em: Shounen Gangan

Magi
Autoria: Shinobu Ohtaka
Volumes: 37
Publicado em: Shounen Sunday

Onani Master Kurosawa
Autoria: Katsura Ise (história), Takuma Yokota (arte)
Volumes: 4
Publicado em: Niconico Seiga

Planetes
Autoria: Makoto Yukimura
Volumes: 4
Publicado em: Morning

Thermae Romae
Autoria: Mari Yamazaki
Volumes: 6
Publicado em: Comic Beam

É isto, é minha despedida daqui. Talvez alguma hora eu volte para fazer algum guestpost, participar de podcasts ou algo do tipo, mas por enquanto é um tchau mesmo. Para quem quiser continuar lendo minhas coisas, estarei agora na Crunchyroll, cuidando principalmente de assuntos relacionados ao mercado nacional de mangás, porém escreverei sobre outras coisas também com o passar do tempo. Até lá!

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Att, Teke

7 comentários em “Eu Recomendo: Meus animes e mangás favoritos

    • Coisa do Urasawa no geral é difícil rolar anime. Pluto ainda tem a questão de ser algo com Astro Boy, então devem preferir manter apenas em mangá

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    • Se eu não me engano, vi uma notícia um dia desses que estão com a iniciativa de fazer o anime de Pluto. É aguardar pra ver

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  1. Gostei desse Omoide/Emanon, com certeza vou tentar ler, me pareceu um pouco com a ideia que Mushishi passa, mas de qualquer forma, boa sorte nesse seu novo projeto, Teke. Vlw pela recomendação

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    • Sim, é um pouco semelhante à Mushishi, mas ele tem sua própria essência também. O clima da história é sensacional. E obrigado!

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  2. Excelente lista. Tem alguns títulos que ainda não vi, como Pluto e Punpun, mas pretendo. Agradeço demais pelas indicações.

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