Primeiras Impressões – Boku no Hero Academia

Boku_no_Hero_Academia

E assim tem início a história de um garoto sonhador… em um mundo de sonhos!

Conheçam um pouco mais sobre a nova aposta da Shonen Jump!!

Conforme forem saindo os capítulos inicias dos novatos da Jump na internet, farei posts de primeiras impressões deles. Hinomaru Zumou e Yoakemono já já vão sair em BR até, então também vão pintar por aqui logo logo, pelo menos essa é a ideia, haha.

Boku no Hero Academia foi a primeira estreia da nova leva da Jump. Mangá de autoria do conhecido novato Horikoshi Kouhei, autor de Oumagadoki Doubutsuen e de Sensei no Bulge, que inclusive foi publicado na Jump online norte-americana. Ambos os títulos falharam precocemente na revista e, sendo essa a sua terceira tentativa, as coisas ficarão um pouco mais sérias caso ele falhe cedo novamente, por isso acredito que Hero Academia tenha passado por uma bela análise do departamento editorial antes de ser aprovado como novo mangá da editora.

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Originalmente, Hero Academia fora publicado como um one-shot na antiga Akamaru Jump e mais tarde publicado como bônus em um dos volumes da sua primeira série, Oumagadoki Doubutsuen. Hero Academia é um shounen de ação, fantasia e super poderes. Dá pra ver que ele pode se dar muito bem com quase toda a faixa etária de leitores da Jump, mas os japinhas são imprevisíveis. Inclusive, nas próximas semanas o mangá já terá o seu primeiro ranking! Enfim, vamos conhecer um pouco melhor sobre esse novato bastante promissor da revista.

A História

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A história do mangá se passa nos dias atuais, tirando o fato de que pessoas com poderes especiais se tornou algo muito comum em todo o mundo. Um menino chamado Izuku Midoriya não tem poderes, mas ele ainda sonha em ser um super-herói.

Basicamente tudo começou com o nascimento de um bebê que tinha poderes sobrenaturais. A partir daí, praticamente todos os outros seres humanos que foram nascendo vinham com poderes especiais. Isso resultou numa incrível e grande mudança no cenário atual do mundo, afinal, uma vez que as pessoas possuem poderes como os de super-heróis, logicamente existiriam aqueles que os usariam para o bem, assim como para o mau. Tendo em vista o grande caos que o mundo se encontrava, os governos de todos os lugares do mundo decidiram profissionalizar pessoas assim e criar uma profissão/carreira para super-heróis, criando também os direitos dos super-heróis, assim como existe os direitos humanos, no qual é uma ”lei” mundial. Graças a isso, o mundo se livrou da confusão e pessoas passaram a ser super-heróis como profissão, derrotando vilões e recebendo seu salário no final do mês.

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No entanto, existe uma certa porcentagem de pessoas no mundo que não nascem com alguma ”individualidade”, termo no qual o mangá usa para se referir aos poderes que cada pessoa tem. Pra infelicidade do nosso protagonista, Izuku, ele nasceu sem quaisquer individualidade. Elas costumam se manifestar até os quatro anos de idade e uma característica que reflete que a pessoa terá ou não superpoderes são traços físicos de evolução, assim como nos foi mostrado no mangá, quando o doutor usou o exemplo do dedo mindinho do pé. Quem possui ele com articulações não terá alguma individualidade, tendo em vista que esse é um traço de não-evolução. O ser humano não necessita de articulações nesse dedo do pé, portanto é natural que com o passar do tempo as próximas gerações nasçam sem elas, assim como acontece com o famoso dente siso, que muitas pessoas acabam tendo que retirá-los em determinada parte da vida, enquanto muitas pessoas de novas gerações já estão vindo sem eles.

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Devido a falta de individualidade, Izuku sofre inúmeros preconceitos, o que já era de se esperar. Todos sabem o quanto o ser humano é suscetível a ser influenciado ou a mudanças de personalidade quando possuem poder. No mangá não é diferente. Imaginem milhares de crianças com poder especias… pois é, já dá pra ver que praticamente todas são mesquinhas e arrogantes, não é? Isso pode acabar ou não influenciando a personalidade de uma pessoa para o decorrer de sua vida. Izuku sempre sonhou em ser um super-herói, porém, mesmo sem individualidade, ele ainda mantém esse distante sonho.

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No mais, o capítulo mostrou alguns combates e outros personagens, assim como o gancho para o próximo capítulo e para o decorrer da história, que foi o protagonista ficando amigo e sendo recrutado pelo All Might para ser um super-herói ao seu lado.

Considerações técnicas e opinião:

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De maneira geral eu curti essa estreia. Foi bom de se ler e passou até que rápido, no bom sentido. Eu sou fã do autor, acho ele um cara extremamente criativo, só espero que ele não se perca nesse enorme mundo criado. Tudo fluiu naturalmente neste primeiro capítulo e não achei nada meio exagerado ou forçado. Os traços do autor seguem os mesmos, parece até que ele não evoluiu nada em relação as suas obras anteriores – não que isso seja algo ruim -, é como se os personagens fossem todos iguais com a diferença sendo o cabelo e físico de uma para outro. Lembra muito o protagonista de Bulge, haha. Apesar de não ser fã do traço característico do autor, achei que combinou bastante com o mangá e não me incomodou tanto assim no primeiro capítulo.

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Não sei até onde o autor pretende levar essa história, mas não consigo ver um futuro tão grande assim pra ela. O protagonista é bem normal até agora. O único diferencial dele mesmo foi o fato de não ter individualidade. O colega dele, Katsuki, que está sempre maltratando ele, achei bem fraco. Tá certo que é apenas uma criança/adolescente, mas ainda assim não curti a personalidade dele e tudo mais. O fato de os dois desejarem entrar para a famosa escola Yurei, que forma grande super-heróis, me deixa duvidas se o mangá seguirá nessa linha de vida escolar. Não consigo ver algo muito positivo se ele for por este caminho, desde que não foque tanto assim nisso.

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O que eu curti mesmo foi o fato de os super-heróis saberem muito bem que correm alto risco de vida com essa profissão que exercem. All Might é um forte exemplo. O cara vive com extrema dificuldade após ser atingido por um poder/golpe contra um vilão numa luta passada, por isso tem aquela aparência quando não está em modo herói, sem falar que dura apenas 3h devido ao ferimento. Não achei ele um personagem carismático também. O cara aparentou ser alguém inteligente e consciente, principalmente depois de ver o Izuku arriscar sua vida para tentar salvar seu colega mesmo não tendo individualidades, porém isso tudo teve uma grande quebra de coerência com o que o herói mesmo havia falado, quando no final decide recrutar e ter ao seu lado o Izuku para lhe ajudar sendo um herói. Achei bem ignorante por parte dele fazer aquilo, tendo em vista que naquela realidade o garoto facilmente correria alto risco de vida a todo santo momento que acompanhasse ele contra vilões. Poxa, se não fosse ao acaso, Izuku poderia ter facilmente morrido por duas vezes no capítulo inicial, portanto fica meio bizarro ver aquele desfecho final. De qualquer forma, foi bacana chegarem a conclusão de que o Izuku provou ter um caráter e uma personalidade de um verdadeiro herói ao ter aquela atitude. Ele provou ser alguém que pensa mais nos outros do que nele mesmo, contrariando a natureza egoísta humana e evidenciando ainda mais a atitude solidária que um herói em essência tem. Sem falar que dizem que é mais ou menos na idade do garoto que se define os grandes heróis do futuro. Izuku provou ter um espírito e uma atitude de herói, porém isso não é o bastante para lhe garantir segurança de vida caso queira mesmo entrar para essa profissão. Acredito que o menino ainda vá liberar alguma individualidade oculta ou algo do gênero.

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Esse tema de super-heróis é muito bacana e cheio de possibilidades para se criar. Pode ser algo fácil aparentemente, mas tenho certeza que é difícil conduzir uma história naquele cenário, por isso estou curioso pra ver como o autor fará e como o público japonês recepcionará a obra. O tema super-herói pega facilmente qualquer pessoa, não importando a idade. Todos nós já sonhamos em sermos super-heróis, muitos ainda sonham com isso e por aí vai, então acredito que isso poderá ser algo bom para o mangá. Um componente emocional e de fácil identificação por pessoas de qualquer idade ou sexo. Mas não sei até que ponto poderá mesmo ajudar ou pesar a favor, porque o que levarão em conta mesmo será a qualidade da história e dos personagens. Algo que pode vir a ser positivo pra Hero Academia é o fato de o mangá ter ganhado um pôster na edição da Jump NEXT que está pra sair em agosto, algo bem incomum pra qualquer novato da Weekly Jump. Será que ele se saiu bem e por isso já recebeu essa divulgação ou será que é a Shueisha mesmo tentando divulgar mais ainda a obra? Só na issue #40 da Jump para sabermos!

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É difícil julgar algo por apenas um capítulo, contudo tenho que dizer que gostei da história, do plot e da ideia inicial, mas não achei a execução tão boa, assim como não gostei muito dos personagens. De qualquer forma, Hero Academia foi uma estreia legal, que eu gostei de ler e que me despertou curiosidade pra continuar lendo e ver aonde essa história vai dar. E vocês, o que acharam?

Nota: 6/10

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Vocês podem acompanhar Boku no Pico Hero Academia na Kyodai Scans, nossa parceira. Eles estão fazendo um excelente trabalho com o mangá, então vale mesmo a pena acompanharem por eles. Inclusive, a pessoa que mais está envolvida com o projeto é o nosso redator, e também ADM da Kyodai, Gah. Falando na Kyodai, saibam que o leitor online, Union Mangás, já está 100% concluído!!! O leitor é excelente, moderno, bonito, prático e bom de se ler. Recomendo pra todo mundo dar uma conferida!

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Att, Gekkou Hayate

17 comentários em “Primeiras Impressões – Boku no Hero Academia

  1. Parece ser interessante, mas já fui queimado pelos fim precoces da Jump. Eu gosto de mangá com essa temática. Tanto que adorei Tokyo ESP. O fato que tem muito espaço para expandir esse tipo de história e pode sim ter vida longa. Mas depende dos japas. O ramo de entretenimento pode ser bem cruel. Pode ser legal fazer um cross over com One Punch Man. Seria uma forma interessante de ganhar um pouco mais de popularidade.
    Esse protagonista sem poderes pode ser interessante, mas pelos padrões da Jump acho muito difícil ele continuar simples. Mas uma pessoa fraca enfrentando situações complicadas são bem arretadas. Num mundo de poderes, alguém usar sua inteligência pode ser um protagonista bem construido.
    Depois dessa primeira impressão, deu vontade de ler, mas não sei se meu coração aguenta gostar de uma coisa e vê-la ir embora prematuramente.

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  2. Eu até baixei pra ler mas acho que vou esperar um pouco antes de começar. Se for outro fracasso igual aconteceu com Sensei no Bulge, eu nem vou começar a ler… Já me decepcionei com Hungry Joker, Stealth Symphony, Iron Knight entre outros e não quero ter que começar outro mangá só pra saber que ele foi cancelado algumas semanas depois…

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  3. Como eu tinha dito num post de TOC anterior, esse é um dos melhores plots de shonen battle da shonen jump dos últimos anos, apesar de concordar com @Gekkou que o primeiro capítulo em si não é lá muito cativante , achei fraco, mas não dá pra julgar bem uma obra apenas por um capítulo. Assim como @phsmoura, eu também fiquei até o fim do capítulo com a ideia de que o protagonista seria um herói que dependeria da inteligência ao invés de super-poderes, apesar do autor não ter feito isso no primeiro capítulo. Seria uma ideia interessante, assim como o Batman da DC depende mais de sua inteligencia (e de seus apetrechos) do que de superpoderes e mesmo assim é um dos maiores heróis do seu universo, mas (infelizmente) não creio que seja esse o rumo que o autor irá tomar.
    Do mais, ainda acho que o mangá possa se sair bem, afinal o autor trabalha na linha de mangás com uma pegada mais infantil, a temática super-herói é uma das principais quando se quer desenvolver uma história para esse público e o foco em vida (pseudo)escolar, meio que tá na moda dos shonen battle atuais (vide Saint Seiya Omega, Ao no Exorcist, entre outros).
    No mais, acredito eu que o autor se focando nesse público alvo tenha grandes chances de se manter na revista (mesmo que em posições modestas) e torço para que dessa vez ele consiga ser popular na revista,

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  4. Acabei de ler o primeiro capitulo,e até devo concordar que a história parece divertida mais não sei se vinga,é melhor esperar os próximos capitulos pra formar uma opinião,em todo caso estarei torcendo pro autor acertar a mão.

    Ps:Também preferiria que o protagonista não tivesse poderes.

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  6. Curti bastante a ideia, vou ler para ver o que acho. Tenho a mesma opinião que você sobre o mangá, que provavelmente vai ser difícil conduzir bem o enredo, mas é nisso ai que o autor tem que se dedicar mesmo. Sobre a personalidade dos personagens, a única coisa que eu posso supor é que o autor pretende trabalhar nelas ao longo do tempo, alguns autores gostam de fazer isso.

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