Roleta GG – Review: Shiki

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Abrindo a nossa corrente de reviews com um anime de horror e mistério: Shiki!!

E ae, guys! Aqui é o Guzy, mas dessa vez não é pra fazer o Checkpoint, mas sim um review pra nova brincadeira do site. Eu percebendo que a galera aqui só via porcarias pensei com meus botões que seria muito legal uma brincadeira onde os membros do site pudessem indicar uma obra uns pros outros e resenhar elas aqui de tempos em tempos, expondo assim suas mais frutíferas opiniões e me amando por eu só indicar coisas boas. Porém, como nem tudo são flores, a pessoa que me indicou o primeiro anime para fazer um review foi o Kouma, um rapaz amargurado, ressentido e que guarda rancores profundos de mim… Isso resultou numa indicação em forma de tortura entregue em 22 episódios de pura competição para ver quem tem o pior cabelo. Antes de começar quero mandar uma mensagem pro Kouma: Mesmo sendo meia-boca, Shiki ainda é melhor do que crime e castigo.


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Primeiramente eu gostaria de deixar claro que esse review é uma opinião totalmente MINHA, ela não reflete nem de longe a opinião dos outros membros do site, que na verdade gostam bastante desse anime. Esse review vai conter spoilers, porém todos leves e que não vão comprometer drasticamente quem não assistiu ainda. Mas já aviso que provavelmente esse review não vai empolgar muito quem ainda não viu a série.


O anime de Shiki nos conta a história de uma vila onde misteriosas mortes começam a acontecer. Paralelo a isso, uma família nada convencional acaba de se mudar para uma casa que mais parece um castelo numa parte mais afastada da vila. No início as mortes são tratadas como doenças, mas logo os protagonistas começam a perceber que existe algo sobrenatural por trás de tudo isso. Uma premissa simples, mas com bastante potencial, deixa o mistério explícito, porém não entrega muita coisa de cara, apenas que obviamente se trata de “vampiros”. O anime possui 22 episódios e mais 2 extras que vieram junto com os BD’s. O anime veio de uma novel, mas também possui adaptação em mangá. Eu não li nenhum dos dois, apenas vi o anime e por isso meu review é baseado apenas nele. O estúdio responsável foi o Daume e foi dirigido pelo experiente Tetsuro Amino, que já tem no currículo: Break Blade, Macross, o recente Arslan Senki, entre outros.

Shiki é uma história de suspense/horror com muitos personagens, muitos mesmo e isso é algo positivo, eu particularmente adoro obras com essa característica, principalmente quando começa a trabalhar o ponto de vista de cada personagem e nesse aspecto Shiki não peca. A história nos é contatada na maior parte do tempo a partir de 3 pontos de vista distintos: o doutor da vila Toshio Ozaki, o monge Seishin Muroi e as crianças Natsuno, Kaori e Akira.

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Mesmo o foco ficando com esses personagens, muitos outros nos são apresentados no decorrer da série. Eu vou falar mais pra frente especificamente dos personagens, mas preciso adiantar que uma das maiores falhas dessa obra são eles. Não a construção em si, longe disso na verdade, tirando o character design os personagens são bastante coerentes e fieis a suas personalidades, o problema mesmo fica com o carisma! É quase impossível gostar desses personagens ou sentir qualquer tipo de apego, alguns protagonistas ainda tem seu charme e suas horas de brilhar, mas o elenco de apoio e os antagonistas são dignos de riso e quando digo riso, é riso mesmo!

Obviamente isso não compromete a história já que o foco é o mistério e algumas discussões profundas sobre a morte, assassinato, a própria existência e até mesmo Deus. Falando em Deus, ele é bastante mencionado na história, mas é curioso de ver como os japoneses tem uma ideia diferente de Deus por não terem nascidos cristãos. Enquanto nós somos condicionados a acreditar cegamente na bíblia, em bem e mau, etc, os japoneses tem uma visão muito mais racional, absorvendo as histórias cristãs como analogias e não verdades absolutas, esse contra-ponto na interpretação da bíblia e até mesmo na visão que temos de Deus cria tópicos interessantíssimos e diálogos cheios de conteúdo. Ter um monge como um dos protagonistas da história acaba criando excelentes reflexões e isso foi algo que eu gostei enquanto assistia ao anime.

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O próximo defeito de Shiki vem no tamanho dele. Isso aqui devia ser 1 cour por que é MUITO DEVAGAR. Em situações normais isso não seria um problema já que sendo devagar podemos conhecer melhor os personagens e como Shiki é uma história de horror que trata de uma doença “misteriosa”, ser mais “slow paced” cria uma certa naturalidade pros acontecimentos. Pena que os personagens são chatos pra caralho e aguentar 22 episódios de gente inútil morrendo é bem massante. Esse personagem da foto aí em cima, Murasako Masao, ele é melhor exemplo. O cara é muito, mas muuuuuuito insuportável, completamente inútil, tanto que quando ele morre ninguém se importa, nem os “amigos” dele, e ainda por cima o filho da puta volta pra infernizar a gente até o fim do anime. Mas mesmo assim ele é trabalhado, tem episódios praticamentos focados nele e até mostra o passado e construção do personagem. Sério, eles fizeram episódios focados em um personagem irrelevante pra história.

Praticamente todo episódio tem gente morrendo e o doutor tentando tratar os pacientes. No início isso é até bacana por que você percebe que o doutor realmente tenta tratamentos diferenciados pra ver se algo surte efeito, o problema é que depois de um tempo o doutor já sabe a causa da doença, mas mesmo assim todo episódio continua tendo gente doente aparecendo pra ser tratada. Isso até cria uma atmosfera realista e natural, mas chega uma hora que parece pura enrolação, pois nada novo é apresentado, apenas repetições de coisas que já aconteceram antes. Essas coisas acabam formando uma bola de neve de chatice e repetição que prejudica a obra, 15 episódios seria o suficiente pra colocar tudo de importante e não ficar nem um pouco corrido.

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Cara, olha a porra do cabelo desse cidadão. Imagina uma história de suspense e terror, com vampiros, assassinatos, doenças misteriosas e etc… Onde que encaixa essa caralha de character design? Sério, quantas pessoas trabalharam na produção desse anime? Será que nenhuma delas pensou que talvez fosse interessante ser um pouco mais coerente nos cabelos? E se você acha que só esse querido amigo aí de cima tem o cabelo estranho, se prepara que tem mais:

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Sim, sim, com certeza esse é o character design que a gente espera de uma obra de suspense/horror. Essa merda quebra totalmente o clima do anime e a unica coisa que me veio a cabeça é como o responsável por essa parte era um amador. Não sei se a obra original descreve eles dessa forma, só sei que ficou cancerígeno.

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Mas deixando isso de lado, vamos nos focar agora no que interessa que é a história de Shiki. Lá por 2010/2011 eu tinha assistido ao primeiro episódio e dropei instantaneamente. Realmente nem toda história de suspense prende logo no inicio, ainda mais quando o começo é só um prólogo para algo maior e esse é o caso de Shiki. No início a história basicamente nos mostra a ambientação, os primeiros casos de morte, a Megumi que é uma personagem que sonha em sair da pequena vila e alguns outros personagens que vão se tornar mais importantes conforme a história se desenvolve.

Superando a barreira do primeiro episódio a história realmente começa. Vendo a sinopse e a opening já dá pra supor que Shiki é sobre vampiros, porém é só isso que você tem no início, suposições. Megumi acaba sendo uma das primeiras, mais especificamente ela é a primeira vítima a ser tratada pelo doutor Ozaki. O diagnóstico mostra apenas uma anemia, porém quando todas as vítimas começam a morrer ele percebe que algo está errado.

O tratamento para essa “doença” misteriosa é muito legal de ser visto. Geralmente em obras de suspense os protagonistas são gênios que conseguem desvendar todos os segredos do universo com poucas pistas, mas em Shiki não, aqui vemos um médico tentando na base da tentativa e falha, cometendo erros e acertos até conseguir descobrir o que realmente estava por trás das mortes. Por ser uma vila pequena e o doutor conhecer todas as vitimas, isso acaba acarretando numa grande pressão psicológica e tem momentos que ele quase sucumbe a essa pressão ficando noites sem dormir e as vezes até tratando os moradores da vila de forma fria e cruel.

O segundo personagem que começa a perceber que algo está errado é o monge Seishin, até porque ele participa de praticamente todos os funerais. Apesar de não ter um papel tão atuante no tratamento das vítimas, como o doutor Ozaki, o monge também tenta ajudar procurando informações sobre as vítimas e a possível origem da doença. Paralelamente a isso, Seishin começa a receber visitas de Sunako, a filha da misteriosa família Kirishiki, que acabou de se mudar para a vila. Sunako explica ter uma doença que a impede de sair durante o dia, por isso só pode visitar o templo durante a noite. A partir de Sunako descobrimos que o monge Seishin é também um escritor e que o mesmo já tentou suicídio. Essa amizade que eles criam acaba gerando diversos diálogos muito interessantes e é por causa de Sunako que o monge começa a desconfiar que existe algo sobrenatural por trás das mortes.

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Seishin e Ozaki juntos descobrem que os vampiros, posteriormente chamados de Shiki, são os responsáveis pelas mortes e quem está por trás disso é a família Kirishiki. Isso não é nenhuma surpresa pra quem está assistindo, mas a forma como os fatos são conduzidos pelo ponto de vista dos personagens, é muito bem feito. É nessa hora que vem aquele típico clichê do vilão deixar o protagonista vivo mesmo sabendo que no final ele vai acabar matando todos os vilões. Felizmente Shiki acaba fundamentando tudo muito bem e não soa forçado, tendo razões coerentes pra tudo que acontece.

Do outro lado da vila o outro protagonista também acaba descobrindo o segredo por trás das mortes, Natsuno, o típico tsundere que não gosta de ninguém. Natsuno, assim como a já morta Megumi, sonha em sair da vila o mais rápido possível, por isso está estudando para prestar o vestibular em uma faculdade longe dali. Falando na Megumi, ela era apaixonada pelo Natsuno, porém esse nunca retribuiu os sentimentos dela, o que pesou um pouco na consciência quando ele foi ao funeral dela. O único amigo de nosso protagonista tsundere é Tooru, o privilegiado personagem que não zoaram com o cabelo.

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Natsuno começa a sentir a presença de Megumi todas as noites, a ponto de não querer mais ficar em casa, até que um dia então ela finalmente aparece na frente dele durante a madrugada e ataca Tooru. Até aí tudo parecia um sonho e tenho que confessar que a cena ficou realmente assustadora, talvez seja uma das melhores partes do anime. Porém fica evidente que não era um sonho quando Tooru amanhece doente e acaba morrendo. A partir daqui, Natsuno e os irmãos mais novos de Tooru começam a investigar e descobrem a existência dos Shiki e que na verdade as vitimas que morreram da doença misteriosa íestavam voltando como vampiros.

Geralmente obras de mistério costumam perder a graça quando o mistério começa a ser revelado e Shiki não é exceção. Porém, mesmo depois que descobrimos o que está por trás das mortes e como os Shiki “funcionam”, a obra continua criando outros mistérios e desenvolvendo os personagens de uma forma que acaba recuperando a atenção do expectador. Tenho que tirar meu chapéu para as boas reviravoltas da história e como elas são sempre apresentadas como incoerências. Você vê um Shiki andando durante a luz do dia, um Shiki que não entra em determinada casa e por aí vai, no fim tudo tem uma explicação e as pontas terminam sendo bem amarradas.

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Conforme a história vai prosseguindo ela vai se focando cada vez mais nos personagens, principalmente no doutor e no monge. Eventualmente o doutor consegue capturar e estudar o primeiro Shiki e é nessa hora que ele e o monge começam a seguir caminhos separados. O fator principal aqui é a morte. Após estudar e registrar tudo o doutor acaba descobrindo que perfurando o coração é possível matar um Shiki, porém para o monge, matar não é uma opção válida e essa diferença de valores é o que encerra o trabalho conjunto dos dois.

É interessante notar que mesmo depois de descobrir tudo por trás das mortes, o monge continua se encontrando e conversando com Sunako e inclusive está escrevendo um novo livro que faz referência a história de Caim e Abel da bíblia. É bacana ver o ponto de vista da Sunako, ela não pediu para ser um Shiki, ela não mata por prazer. Esse é um tema bem clichê e bastante abordado em histórias sobre vampiros. Nós humanos matamos para nos alimentar, por que vampiros são malignos e vilões se apenas fazem o mesmo? Claro que muito mais é abordado em Shiki e eu confesso que uma das coisas que mais gostei, senão a que mais gostei nessa obra, foram os diálogos e o desfecho dessa amizade entre o Monge e Sunako.

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Outro aspecto legal de Shiki é que ele trabalha bastante o pós-vida dos mortos que renascem. Os “renascidos” não perdem suas personalidades, porém pra continuar vivendo eles precisam sugar sangue e matar as outras pessoas da vila. Obviamente entre eles existem os que jamais matariam alguém, porém eles não conseguem se controlar quando bate a fome, isso é bem clichê, mas o método que a família Kirishiki usa para manipular eles é tão bem feito e bem bolado que acaba ficando muito bom, desde a forma como controlam quem será a nova vítima até o plano para controlar a vila inteira e não levantar suspeitas.

Falando em suspeitas, a vila tem apenas um pouco mais de 1.000 habitantes, mas mesmo morrendo um monte de gente a galera fica mó de boa, não pensam em chamar ajuda de fora nem nada. Eles até tentam explicar na história o porquê disso, mas essa parte ficou falha. Claro que é um detalhe bobo, mas é sempre algo que a gente acaba notando.

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No overall é uma obra que eu não me arrependo de ter visto, a história é interessante, tem suas falhas, mas mantém o expectador interessado em continuar assistindo e mantém um nível de coerência razoável, tirando algumas cenas tipo quando um velho para um carro que está a 60km/h apenas com as mãos, mas essas escrotices nem valem a pena ser comentadas. Os protagonistas até que são bem construídos apesar de não serem lá muito “amáveis”, a história não se perde no meio apesar de ser muito lenta e por fim tudo que foi proposto é entregue com um final mediano. É por essas e outras que eu dou nota 7 para Shiki. Não é uma obra que eu recomendaria pros amigos, porém não é algo penoso de se ver até o final.


Bom, esse foi meu primeiro review, ficaria muito feliz se vocês, que já viram a obra, comentassem o que acharam dela e se concordam ou discordam do que foi dito aqui.

E para dar continuidade a nossa brincadeira o próximo que vai resenhar é o chefão Losekann (GekkouHayate), ao contrário do Kouma, que me deu esse anime meia boca, vou indicar pro Lose um dos melhores mangás de romance que eu já li… O post sai no dia 22/07!

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Menu – Roleta GG

2. Review: Ore ga Doutei wo Sutetara Shinu Ken ni Tsuite

3. Review: Welcome to NHK

4. Review: Ima Soku ni Iru Boku

5. Annarasumanara

6. Review: QP

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Por Guzy

22 comentários em “Roleta GG – Review: Shiki

  1. Po, sua opinião é bem parecida com a minha. Pq oq mais me agoniou e me atrasou de ver o anime foi esse maldito character design e_e realmente cortava o clima. Mas de resto os diálogos são ótimos, a trilha é muito boa e os conflitos gerados pela epidemia ficaram muito bons. Como citou existem personagens chatos mesmo, mas o médico e o monge te ajudam a ficar mais preso na história.
    Bom review, um pouco extenso, mas curti o/

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  2. Achei a review muito boa pra uma primeira vez. Eu não concordo em muitos pontos, mas cada um tem a sua opinião, né.

    O detalhe dos cabelos eu acho pura bobagem. Tu achou estranho e em vez de esquecer ou se acostumar, ficou atucanado e lembrando a todo momento, por isso deve ter te atrapalhado. Eu realmente não vi problema algum com os cabelos e eles não cortaram em nada o clima em qualquer que fosse a cena.

    Sobre os personagens. Bom, se tinham carisma ou não eu não lembro agora, mas isso não importa muito quando vários deles são muitos bons e interessantes. Poucos são os animes que conseguem apresentar ao menos uns 3 ou 4 personagens realmente muito interessantes, densos e profundos como em Shiki.

    Diferente da maioria do gênero, Shiki não se prende apenas ao terror, mas se expande a bastante ação e mistério. Mostra elementos bem realistas e ainda possui um sobrenatural colocado e explicado de uma maneira muito aceitável. Os personagens são ótimos. Cada um se aproxima de como as pessoas realmente são na vida real, principalmente em relação aos medos, angústias, cinismos, egoísmos e qualquer outro ponto parecido. O anime consegue construir de maneira natural o cenário de cada personagem, nos apresentando os objetivos e também os desejos de cada um deles. Isso é fundamental, pois faz com que nós automaticamente formemos uma opinião pessoal acerca de cada personagem. Enquanto tu torce, concorda e simpatiza com os ideais e ações de uns, outras pessoas podem muito bem pensar justamente o contrário. E claro que tudo isso é feito propositalmente para os espectadores, tornando o suspense perfeito e também tornando desnecessário o uso de artifícios feitos apenas para prender as pessoas nos episódios, como vemos em vários animes por aí quando usam drama exagerado, mortes e fanservices.

    Com uma história tão fantástica e irresistível, Shiki se foca na morte, nos levando a questionamentos sobre o que realmente é certo ou errado. Apresenta dois extremos, dois pontos de vista através de alguns personagens, que acabam conflitando dentro de nós por durante boa parte do anime. E apesar de fazer isso, Shiki consegue de maneira brilhante não fazer nenhum julgamento sobre valores pessoais de cada um de nós que está assistindo. Shiki não afirma, não diz qual é o ponto de vista certo, mas sim nos apresenta questionamentos sobre a questão e deixa a resposta para nós encontrarmos e pensarmos a respeito. E por isso o final do anime foi daquele jeito, um jeito que julgo ótimo e justo. É tudo tão incrível, que a obra deixa claro que não é um história sobre o bem contra o mau, pois em determinados momentos o que julgamos correto se inverte por completo, assim como os personagens que antes gostávamos tomam atitudes drásticas que nos surpreendem por completo. Shiki deixa claro que a morte chega para qualquer um, independente das crenças que possui.

    Enfim, o anime apresenta uma ótima trama, extremamente envolvente, recheado de subjetivismo e até mesmo com metalinguagem em certas partes, e que em nenhum momento subestima o seu intelecto, capacidade de aceitação ou interpretação. Shiki apresenta uma narrativa bastante detalhada e cheia de pontos de vista, que faz requerer atenção de todos que forem assistir. E com uma das melhores trilhas sonoras que já vi até hoje na minha vida – que por sinal foram feitas pelo gênio do Yasuharu Takanashi (Naruto, Itazura na Kiss, Jigoku Shoujo) e que tu esqueceu de falar, né, hahaha. Quanta heresia!

    Acabei me empolgando na minha visão sobre o anime, mas é isso aí. Review ficou boa e mesmo extensa não me cansou quando fui ler. Agora sou eu quem posta semana que vem! o/

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  3. Interessante o seu review, voce citou varios pontos que shiki deixou a desejar, entre eles o fato da historia ser muito “morna”. Acho que era possivel terem desenvolvido os acontecimentos de uma forma mais intrigante e que prendessem o interesse. Seria bem legal se o elemento misterio tivesse sido mais presente na serie, como por exemplo em higurashi. E eu tambem queria que a discursão sobre os vampiros tambem são “pessoas que querem viver” fosse melhor trabalhado.
    Mas no fim, eu acabei gostando de shiki, e achei o final bem divertido

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  4. Vi Shiki a uns 2 anos atrás e apesar de não ser uma série que eu vá recomendar a
    a qualquer um é sim uma boa história.
    A trama consegue vários momentos envolventes mesmo tendo um ritmo lento.

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    • Realmente, até por que sem esses momentos envolventes fica muito dificil acompanhar uma história tão devagar huauhsuhsauhasuhasuh

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    • e fica ligado que a próxima é sobre um mangá MUITO BOM que eu recomendei

      espero que ele fique mais popular depois da review

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  5. Vi esse anime recentemente haha, gostei muito de ver alguma coisa sobre ele escrita aqui! Gostei muito da review, e sobre o anime, eu gosto do fato de que os personagens são um pouco apagados da história em alguns momentos justamente para mostrar que na vila tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, tem aqueles personagens que se destacam, mas mesmo eles muitas vezes só estão seguindo o rumo da história, indo junto do resto. Isso tem relação com algo que gostei muito mesmo no anime que foi a impotência (calma) dos personagens mesmo após eles começarem a descobrir o grande mistério. Apesar de terem descoberto o que estava acontecendo, ainda demora para os personagens principais decidirem o que fazer e como começar a agir, pois não sabem o que precisa fazer na situação, pois descobrir o que estava ocorrendo não era a resposta para os problemas, e isso eu gostei muito de ver no doutor e no natsuno, ambos super preocupados e sem saída sobre como proceder diante de tal situação, levando até o doutor a um estado tenebroso depois de um tempo.Esse foi um elemento bem convincente e gostei muito dessa característica. Ótimo review, continuem fazendo!

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    • É legal que tu apontou umas coisas interessantes nessa parte da impotência, se tu perceber crianças e adultos percebem a existencia dos shiki mas só as crianças resolvem agir e isso ficou legal e bem retratado

      enquanto os adultos esperavam maiores confirmações e oportunidades de revidar, as crianças eram mais inconsequentes e queriam lutar e fazer barulho, achei bacana essa sacada do autor

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  6. Discordo de vários pontos do review, tanto que quando assisti o primeiro episódio feito pelo Hacchi, e ao contrário de você, foi uma atração irresistível… afinal a quanto tempo não via uma obra de suspense/terror…. até a metade da série, para mim estava tudo na medida certa, slow paced claro, mas suportável! No final deu até certa dó dos vampiros, mas enfim… opinião cada um tem a sua, eu compartilho mais da opinião do Hayate.

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    • o final mudou todo o ritmo né? mas souberam aproveitar os shiki pra deixar interessante o suficiente pra agradar

      só esperava um final menos aberto…

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