Entrevista com Akira Hattori, editor de World Trigger

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Confiram a entrevista dada pelo editor de World Trigger na Shonen Jump concedida a editora Viz! Descubram as curiosidades sobre o mangá que foram reveladas!!

Mais um post de entrevistas aqui no Gekkou Gear e dessa vez entrevistando o editor do mangá de World Trigger da Weekly Jump! O último entrevistado havia sido o editor de Nisekoi. A entrevista foi dada a gingante editora Viz, a mesma que tem a Shonen Jump online em versão norte-americana e que posta os capítulos em simultâneo com a Jump japonesa. Confiram então como foi a entrevista, lembrando que podem existir leves spoilers nela.

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Editor: Akira Jean-Baptiste Hattori

Hattori-san tem 33 anos e está com a Shueisha por 8 anos. Ele é o primeiro editor a trabalhar com Daisuke Ashihara-sensei (sete anos e contando). Ele atualmente gosta de ensinar a sua filha a dizer coisas como, “Eu te amo pai, você é tão legal!!”.

Capítulo favorito: Cap.11 – Yuichi Jin e Cap.14 – Pelotão Miwa, do volume #2 de World Trigger.

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O ponto de virada

Weekly Shonen Jump: Então, Bapti, isso aqui é pra ser sobre o seu capítulo favorito, e não capítulos! [Nota do editor: “Bapti” é o apelido de Hattori-san].

Bapti: Me desculpe. [risadas] Eu não pude escolher menos do que dois.

WSJ: Entendi! [risadas] Então, fale para nós por que você escolheu esses dois capítulos em particular.

Bapti: Estes dois capítulos, “Yuichi Jin” e “Esquadrão Miwa” representam um ponto de virada em World Tirgger.

WSJ: Nos contem mais!

Bapti: Então, aqui está um petisco do atrás das cenas. Essa série, na verdade, não era muito popular no começo.

WSJ: Wow, sério? Difícil de acreditar…

Bapti: Eu sei, né? Eu fiquei um pouco triste em ver que os leitores não responderam bem a World Trigger, porque eu sempre pensei que era incrível! Então eu conversei com o Ashihara-sensei sobre o que nós deveríamos fazer para o futuro, e nós decidimos mudar os nossos planos para a série. Nós botamos a introdução do Jin mais pra frente e botamos ele envolvido na história mais cedo, e isso ajudou com os rankings um pouco. Aquele capítulo, “Yuichi Jin”, pareceu resolver isso. Nós dois ficamos um pouco inseguros sobre isso no começo, mas… Daí nós decidimos responder alguns mistérios que nós estávamos guardando para mais tarde. E com o capítulo “Esquadrão Miwa”, a popularidade subiu!

WSJ: Como você se sentiu quando a série começou a agradar os leitores?

Bapti: Tirou muito peso dos meus ombros saber que todo mundo envolvido na série seria capaz de continuar a trabalhar num futuro! Nós finalmente tivemos uma ideia de onde deveríamos levar a série, daí não ficaria estranha para os leitores. O sensei e eu sentimos que esse foi o ponto de virada.

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Esta batalha trouxe a notícia da existência de Yuma para aqueles profundamente dentro Border.

Ashihara-sensei é racional

WSJ: Então, o plano original era um pouco diferente do que realmente aconteceu.

Bapti: Isso mesmo. Originalmente, nós planejamos em focar no Yuma e no Osamu, e aos poucos introduzir os mistérios do mundo ao redor deles. Nós tinhamos Soldados Trion (invasores de outro planeta) e eles seriam os inimigos. O que faz um mangá ser diferente de uma série, e nós pensamos que uma das coisas que seria bom sobre World Trigger seria descobrir as respostas pra esses mistérios uma por uma. Entretanto, os leitores não responderam bem a esse formato. Eu fiquei preocupado se as pessoas gostavam da série e até questionava as minhas habilidades pra fazer esse trabalho! Foi nessa hora que botamos novos capítulos e algumas respostas para alguns mistérios que a gente já tinha revelado. Foi uma mudança de direção. Eu fiquei empolgado em descobrir que a série aumentou de popularidade por causa disso!

WSJ: Como o Ashihara-sensei reagiu?

Bapti: Ashihara-sensei sempre olha para as coisas de uma maneira racional, então ele não reagiu do mesmo modo que eu. Foi mais ou menos assim: “Olha, nós aumentamos de popularidade!!”, “Entendo…”. Ashihara-sensei é quem está desenhando o mangá, mas sou eu quem está mais animado sobre isso. [risadas] Mas eu poderia dizer que ele estava feliz pelo tom da sua voz.

Linhas definidas

WSJ: Você tem alguma fala favorita do “Esquadrão Miwa”?

Bapti: Ashihara-sensei gosta de usar palavras simples com um grande significativo por trás. Elas são fortes! Desta vez, bem mais do que o seu antigo mangá, Super Dog Rilienthal. Tem sempre uma por capítulo, e pra esse, eu acho que foi: “Bem, isso é uma mentira interessante”.

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Esta é a primeira vez que Miwa conhece um Neighbor humanoide. Ele não pode deixar de ficar chocado com Yuma vendo através de seu plano.

WSJ: Oh! Por que essa fala?

Bapti: Nesse ponto, quando os colegas de classe iriam começar uma briga ou Osamu esconder os seus sentimentos, Yuma nunca disse nada além de “isso é uma mentira mentira estúpida”. Desta vez, a batalha começa e a palavra muda de estúpida para interessante.

WSJ: Certo.

Bapti: A fala é uma resposta ao Miwa “Se nós dois lutarmos com ele, ele vai cair, com certeza”. Na verdade tinha dois snipers deitados esperando, então tinha quatro pessoas, não duas. Mas Yuma percebeu isso facilmente e achou isso interessante! Esse menino, que foi envolvido em batalhas de vida ou morte em outro mundo, reconheceu a estratégia do seu inimigo, enquanto ainda tinha a deriva de criticá-la! Isso nos mostrou um pouco mais a fundo da personalidade do Yuma. Eu acho que ele realmente mostrou o personagem dele aqui.

WSJ: Tudo isso, de apenas uma fala!

Bapti: Eu também gosto de “Ou… você que pensa”. Esta é a fala da Yoneya depois de acertar ele de surpresa. Essa frase mágica é, na verdade, engraçada pra ser usada na conversa de todo dia. [risadas] Diga isso e você pode se colocar no topo de qualquer situação!

WSJ: Que frase mais útil!

Bapti: Ou… você que pensa!

WSJ:!!!!!

Bapti: útil, não? [risadas] Por exemplo, o seu professor te chama. “Você não fez o seu trabalho de casa, né?”, “Ou… você que pensa!”, que tal?

WSJ: Mas você não fez! [risadas] este é um bom jeito de levar uma punição [risadas]

Bapti: Mas fica parecendo que você ganhou! [risadas] É como mágica.

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Este é o poder de um agente Rank-A! Esta é a primeira vez Yuma fere-se “neste mundo” e ele não tem certeza do que aconteceu!

Mantenha um olho em Osamu

WSJ: Quais são os destaques dessa série pra você?

Bapti: Isto é só a minha opinião como editor… Você tem Yuma, que os poderes enfrentam o senso comum desse mundo. Ele fica brincando por aí com as regras. Como Osamu vai lutar sem habilidades ou poderes? Eu quero que as pessoas fiquem atentas quanto a isso.

WSJ: Osamu, huh?!

Bapti: Yuma ainda continua sendo o personagem que vai ser o catalisador para mudança em World Trigger, mas vai ser interessante ver o Osamu de agora em diante. Ele pode não ter força, mas ele está pondo a sua vida em risco na Border, então ele não é fraco em espírito. Vai meio que com a pergunta “o que é poder verdadeiro” para nós humanos? Tem vez que lendo World Trigger, Osamu parece mais fraco que todo mundo. Eu acho que ele é um personagem que pode dar esperança para o leitor.

WSJ: O Yuma acredita no Osamu também, dada a forma como o Osamu tem tanta integridade?

Bapti: Isso é uma maneira interessante de se ver. Yuma não demonstra muita variação nas suas emoções, mas parece que ele mostra interesse em Osamu. Nós todos temos diferentes opiniões sobre o que define força. Osamu luta na história enquanto ele tenta se tornar mais forte. Eu adoraria se as pessoas aprendessem sobre “verdadeiro poder” e “crescimento humano” por esse personagem.

WSJ: Obrigado pelo seu tempo! Isso é tudo para a entrevista.

Bapti: Obrigado.

WSJ: Você se importa se botarmos a sua foto? Cara, você é um cara maneiro.

Bapti: Eu sei [risadas] Não, não é isso! Quero dizer, “Ou… você que pensa!” [risadas]

WSJ: Como você se esqueceu depois de dizer tantas vezes mais cedo?! [risadas]

E esta foi a entrevista do editor de Trigger, Bapti. Muito bacana, não acham? Achei bastante interessante a parte que ele comenta que no início o mangá não era popular e que graças a mudanças no roteiro e, mais precisamente, ao personagem Jin e ao esquadrão Miwa, que o mangá conseguiu se recuperar e se tornar popular. Hoje em dia World Trigger está com uma adaptação em anime sendo feita pelo estúdio Toei e já vende mais de 100 mil cópias por volume lançado, sendo publicado em outros países, como os EUA. Achei o editor bem gente boa! Ficou claro pelo nome e pela foto que ele não é japonês, ou pelo menos seu pai ou sua mãe não são.

Espero que tenham gostado da ótima entrevista, que fora toda traduzida pelo emo do Lukas, membro sumido aqui do GG. Caso saiam mais, postaremos aqui no site também.

Vocês podem ler World Trigger em português através dos nossos amigos e parceiros da Kyodai Scans, bem como no leitor online deles, o/a Union Mangás.

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Att, Gekkou Hayate

10 comentários em “Entrevista com Akira Hattori, editor de World Trigger

  1. Uau, que entrevista interessante e divertida 😀 Gosto dessas coisas relacionadas a bastidores. Ver a diferença que um editor pode fazer no mangá, e ver como ele e autor trabalham juntos… Realmente maneiro. E ele não tem muita cara de Japonês mesmo, haha.

    Vou vomitar arco-íris se o editor de Shokugeki no Souma pintar por aí (E o editor concordará que eu, sucesso e reconhecido no mundo, sou o fã número 1 oficialmente do mangá e da Erina… E se alguém discordar: Ou… Você que pensa! :v).

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  2. “Ele atualmente gosta de ensinar a sua filha a dizer coisas como, “Eu te amo pai, você é tão legal!!”.” Eu ri muito com essa frase huehuehuehue, cara esperto.
    Entrevista muito boa e descontraída, deu pra mostrar um pouco da visão dele em relação a obra. Ele não tem cara de japonês mesmo hehehe, ou será que é só nessa foto?! Gostei desse cara é muito gente boa.

    O anime ainda não “embalou” na minha opinião, espero que melhore nos próximos episódios.
    Possa ser que o anime seja como no mangá, no começo não sendo tão popular (como ele mesmo disse) e dê uma grande melhorada futuramente, eu estou torcendo por isso.

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    • É sim ^^ Creio que tenha sido inspirado nele, vendo que o Bapti já trabalhava no departamento editorial da Shueisha quando Bakuman começou xD
      Ou talvez tenha sido apenas uma coincidência, mas acho bem improvável kk

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  3. Eu curti de primeira Word Trigger, li o primeiro volume do mangá mas como saiu a noticia do anime eu preferi ver o anime e dps ler o manga em mãos aqui no Brasil. (Sim, tenho fé q virá).

    O ruim é q a animação é bem precária, tem longos segundos onde nada se mexe e talz, mas da pra ver. A partir do próximo episodio é novidade pra mim, espero q a animação ao menos traga o mangá aq pro Brasil

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