Overlord e o curioso Ainz Ooal Gown

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De que adianta ganhar o mundo inteiro, se você perder a própria alma?

Nessa temporada de Julho/2015 está saindo um anime bastante interessante chamado Overlord. Ele está sendo feito pelo estúdio MadHouse e é originalmente uma light novel de autoria de Maruyama Kugane (história) e So-bin (arte). Overlord explora aquele famoso terreno de realidade virtual, porém de uma maneira madura e pé no chão, isto é, ele não é um Sword Art Online da vida, mas sim algo como um Log Horizon. Na história, Momonga é transportado para o mundo do game Yggdrasil enquanto jogava no último dia de vida do RPG. Ele ganha a aparência, a identidade de Ainz Ooal Gown e poderes do personagem que tinha antes quando jogava, e os NPCs do jogo passam a ganhar vida própria.

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Overlord vem se mostrando ser um título bastante interessante e envolvente, principalmente pelo seu protagonista, o Ainz. Já imaginaram que loucura seria ter o mesmo destino que ele? Quero dizer, imagina o choque de realidade que todos nós teríamos. Não é simplesmente se teleportar para o mundo do jogo, agora ele terá de viver em uma realidade extremamente hostil e desconhecida, que possui elementos sobrenaturais que vão desde magias a monstros, sem falar no ambiente medieval caracterizado por injustiça social e disputa de poder de maneira egoísta e brutal. Num mundo louco desses que Momonga foi parar. E então, o que vocês fariam no lugar dele?

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Vale dizer que Momonga tem uma grande vantagem assumindo a identidade do seu antigo personagem, o Ainz. Isso porque ele era um dos jogadores mais fortes de toda Yggdrasil, podendo até mesmo ser o mais forte do jogo! O seu personagem era dito como sendo mais forte até mesmo que deuses! E é nesse cenário que Momonga foi inserido. Obviamente que conseguir se transformar no personagem que tinha quando jogava é algo positivo em parte, pois você já conhece como ele é, suas habilidades, pontos fracos e fortes, etc. Ainda mais se tornando alguém tão poderoso como ele conseguiu. Só por isso ele já garante uma aparente segurança para sobreviver, mas seria mesmo uma coisa positiva ter tamanho poder em mundo desconhecido?

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O protagonista de Overlord é uma pessoa comum. Só pelo seu tom de voz e modo de interagir com seus amigos que também jogavam o game dá pra perceber que ele era um cara educado, amigo, gentil e respeitado pelos outros. Boa parte de nós é como ele, ou seja, gente boa, zoeiros e tudo mais. No entanto, será que continuaríamos assim ao natural caso estivéssemos na pele do Ainz? O protagonista logo descobre que é incrivelmente forte no mundo de Yggdrasil. Ele é, realmente, mais forte que deuses. Todos os cidadãos daquele mundo se apavoram com tamanho poder que Ainz tem. Uma coisa interessante é que o seu personagem é, em essência, alguém do mau. Ele não é um herói. Quando ainda jogava o game, ele e seus amigos faziam parte de um grupo/guilda vilã na história do jogo. Eles se divertiam mais assim. Acontece que agora Ainz também é um vilão na sua nova realidade. Ele tem inúmeros súditos cruéis e assassinos ao seu comando, que por sinal são monstruosamente fortes e amedrontadores, mesmo que no íntimo eles pareçam mais como um bando de ”amigos” divertidos.

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E então? Agora já dá pra se colocar no lugar do Ainz. Você seria alguém que na teoria é cruel, vilão e ainda mais forte que deuses. O que você faria? Confesso que eu começaria igual Momonga começou. Ele é uma pessoa muito inteligente, perspicaz e calculista. Iniciou mantendo o papel de vilão para os seus súditos não desconfiarem dele e depois começou a estudar as mecânicas e funcionamento desse novo mundo, pesquisando e vivenciando situações, conhecendo outras pessoas, fazendo seu nome ganhar reputação e por aí vai.

Porém algo chamou atenção. Ele, em determinado momento, declara o quão ótimo seria poder conquistar aquele mundo… Egoísmo? Poder subindo à cabeça? Momonga revelando ser quem realmente é? Fama? Quer transformar o mundo num lugar melhor? Por simples curiosidade? Tédio? Aproveitar a vida? Conquistar o mundo seria a solução?

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É a partir desse ponto, desse momento que passamos a olhar com outros olhos para o protagonista. Logo de cara podemos nos identificar com a sua ideia, pensando que ele, de fato, pode tornar aquele mundo hostil e cheio caos em um lugar melhor e justo. Mas com o passar do tempo vemos que aquela imagem de boa pessoa que Momonga tem, na verdade, é tão ser humana quanto a nossa. Isto é, ele acaba por ajudar uma vila de um ataque de soldados, entretanto o faz apenas por capricho, apenas porque para ele seria interessante ter seu nome comentado e espalhado ao redor daquelas terras. Ele pouco se importa com o fato de ter salvado vidas, de ter deixado pessoas morrerem e até mesmo de ter matado pessoas, os soldados. Digo, ele é uma pessoa como nós. Ele passava boa parte do seu tempo sentado na frente do computador se divertindo com seus amigos. E de uma hora pra outra ele estava lá matando pessoas. Em nenhum momento ele mostrou remorso ou hesitação. Ele até mesmo tinha a oportunidade de reviver os que foram mortos pelos soldados, mas preferiu não fazer. Será que ele não está acreditando que, de fato, está vivenciando algo real? Ele não estaria relevando a culpa por tudo aquilo se parecer ou até mesmo confundir com um mero jogo? Isso é perigoso.

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Mais a frente ele decide passar um tempo numa cidade qualquer e se filia a uma guilda para fazer seu nome ser conhecido. Logo na sua primeira missão, Ainz tem a companhia de um grupo de aventureiros muito simpáticos e boas pessoas, incluindo até mesmo uma criança no grupo. O que virá a seguir contém spoiler pra quem ainda não assistiu ao anime. Ao fim da missão, duas pessoas ruins, do mau, assassinas e egoístas que estavam organizando algo grande, acabam se envolvendo com o time do Ainz. Eles estavam atrás de outro dos garotos do grupo no qual o time da guilda tinha a missão de escoltar até uma vila. Na volta da missão, o garoto e demais membros do grupo, com exceção de Ainz que estava dando uma passada rápida na guilda, se deparam com uma dessas pessoas do mau que estavam em busca do garoto. O que aconteceu? Um genocídio do grupo do Ainz. A louca e assassina matou todos por puro prazer e deixou os corpos lá, incluindo o de uma criança. Ela também acabou sequestrando o garoto que almejava. Quando Ainz voltou pro lugar onde eles estavam e viu a tragédia que tinha acontecido ele nem sequer esboçou uma reação ou expressão de tristeza. Basicamente ele cagou em andou pro que houve com seus companheiros. Mais tarde ele foi atrás da assassina e do seu outro parceiro e os matou, sendo que o jeito que fez para matar a mulher foi por ESMAGAMENTO. E de novo ele nem sequer deu sinais de uma reação de nojo ou remorso pelo o que fez. Ele simplesmente decidiu voltar pra casa depois do ocorrido.

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E por conta dessas atitudes e postura que surgem as dúvidas quanto ao caráter de Ainz e quanto a suas reais intenções em Yggdrasil. Ele é um cara super centrado, pé no chão e está agindo com bastante cautela. Ele aparenta saber muito bem o que está fazendo, mas o que preocupa é o fato de ele aparentemente pouco se importar com, por exemplo, matar alguém, ou ver companheiros mortos e nem ligar. Será que o choque de mudança drástica de realidade pode estar deixando ele meio que naturalmente despreocupado com esse tipo de coisa? Afinal ele entrou justamente para o mundo de um jogo! Ao vestir uma roupa e ser outra pessoa, ele poderia, sim, ter criado uma personalidade à parte ou ao menos uma liberdade pra agir fora dos limites morais. Porque esse tipo de coisa é comprovado cientificamente. Muitos atores e comediantes relatam ser capazes de assumir outra personalidade enquanto atuam, o que tende a engrandecer os seus trabalhos.

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Uma das características mais frequentes no comportamento humano é a hipocrisia. Muita gente é exatamente o que não deixa transparecer e Ainz se considera um hipócrita e está usando isso em seu favor, o que pode dar a entender que ele está sendo ele mesmo até então. Independente se isso for um personagem criado pelo protagonista ou se for, realmente, ele mesmo agindo assim, não muda o fato de que ele pode facilmente se perder com o poder.

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Para alguns homens, nada corrói mais o caráter do que o poder.

Por exemplo: Tibério. Esse homem tinha tudo para viver uma vida insignificante e feliz. Tornou-se infeliz, e é por isso que pessoas escrevem sobre ele ainda hoje, mesmo que tenha deixado de respirar há 2 mil anos.

Tibério foi o homem mais poderoso do seu tempo. Foi o segundo imperador de Roma, senhor de quase todo o mundo conhecido na época pelo Ocidente. Antes disso, foi o que queria ser: um marido que amava profundamente sua esposa e era em igual medida amado por ela. Melhor ainda: Vipsânia, esse o nome da esposa, estava grávida. Eles formariam uma família.

Porém, ah, porém, o imperador Augusto tinha outros planos para ele. O imperador queria torná-lo seu sucessor e, para isso, era importante que Tibério se casasse com sua filha, Júlia.

O projeto seria perfeito se não fosse por um detalhe: Tibério não queria se casar com Júlia e não queria ser imperador. Queria, apenas, viver sua vidinha com Vipsânia, criar seus filhos, beber seu vinho, comer seu prato preferido, que era tripas de pomba com mel, e ser esquecido pelo mundo. Mas essa não era uma opção para um romano daquela época. Augusto mandou, e Tibério teve de se divorciar de Vipsânia. Quando ela foi informada de que seria obrigada a se separar do amado, ficou tão chocada que abortou.

Tibério, segundo o historiador Plínio “o Velho”, transformou-se, então, em “tristissimus hominum”, ou “o mais triste dos homens”. Ele jamais esqueceu a esposa. Um dia, vendo-a nas ruas de Roma, seguiu-a chorando, para comoção dos transeuntes.

Sua nova esposa, Júlia, nada fez para aplacar essa dor. Ao contrário: Júlia o desprezava e o traía sistematicamente. A dor de amor causou uma terrível metamorfose em Tibério: ele se tornou um monstro.

Depois da morte de Augusto, Tibério assumiu o trono, mudou-se para Capri e fez do seu palácio um antro de perversão. Sua paranoia crescia em idêntica proporção à voracidade sexual. Tibério passou a ver conspiradores por toda parte. Todos os dias alguém era acusado de traição. Famílias inteiras eram condenadas, homens, mulheres e crianças. Eram mortos por estrangulamento ou atirados de cima dos famosos Degraus Gemonianos. Quando chegavam ao solo, com os ossos quebrados, tinham seus membros dilacerados pela população sedenta de sangue. Roma virou uma República assassina.

A vida de Tibério devia ter passado em branco para a posteridade. Ele devia ter sido desconhecido e feliz. O poder fez dele famoso e infame. Nos tempos de hoje, 20 séculos depois, nós sabemos: para alguns homens, nada corrói mais o caráter do que o poder.

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Ainz pode facilmente se perder no poder. Ele praticamente tem condições de brincar de Deus. E isso algo muito significante! Sem falar que com o passar do tempo e sem esperanças de voltar a realidade, ele pode tranquilamente ficar paranoico, perder a sua lucidez, deixar de ser um ser humano civilizado, que mata no olho por olho e pouco se importando com a vida alheia. Ele pode se transformar em algo fora das proporções.

É muito interessante acompanhar isso em Overlord. Ao mesmo tempo que o protagonista passa uma sensação de segurança no que diz respeito a ser perder pelo poder, o autor sempre faz questão de deixar tudo muito pé no chão na obra. Não apenas pelos acontecimentos mundanos, como também pelas pessoas, no qual ele sempre retrata com bastante realidade, somando ao fato do comportamento característico e ignorante daqueles que viviam na Idade Média.

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Já ficou bastante evidente que em Overlord temos um belo caos. Tem vários líderes, muita corrupção, assassinatos, injustiça, gente se matando por puro prazer, egoísmo e por aí vai. Porque, se o homem mata por gosto, o que não fará por lucro? Mas por que tem gente – principalmente os líderes, governantes e reis – que chegam a esse ponto de indignidade e de desrespeito pela vida humana? Por que eles fazem o que fazem?

Resposta:

Porque podem.

Não é só o fanatismo que leva um ser humano a tamanha degeneração, porque, por exemplo, os traficantes não são fanáticos. Não é a falta de educação, porque, por exemplo, os terroristas do Estado Islâmico não são ignorantes iletrados. O que os levou a isso, tanto no alto do morro quanto no deserto, foi o poder e a sensação de que nenhuma força institucional terá condições de detê-los. Dá, sim, para culpar a época pelo comportamento humano, mas também dá, sim, para ver isso como apenas uma desculpa dependendo da situação.

O ser humano é perigoso.

Também o político, ou se preferir, líder, rei, governante. Se você tiver de escolher entre um político idealista e um político hipócrita, quem você escolherá?

O idealista, claro.

Pois você fará má escolha. O hipócrita tem o freio da própria hipocrisia. Se os outros não gostam, ele hesita. Quer dizer: mesmo que seja por interesse, ele, de certa forma, se preocupa com o sentimento dos outros.

Já o idealista não vacilará em cometer os maiores desatinos e as maiores desumanidades em nome do seu ideal. Porque o ideal dele está acima de tudo, inclusive das pessoas. Seja que ideal for, na ponta direita ou na ponta esquerda. O importante é que ele tenha essa justificativa para o seu egoísmo. Ele passa por cima dos outros e ainda bate no peito: tive que fazer isso, porque era no que acreditava.

Para boa parte dos líderes e governantes de Yggdrasil, o seu egoísmo é mais do que isso: é heroísmo.

O que o povo oprimido daquele mundo – e do nosso! – não precisa de um bom governo, não precisa nem de um governo competente. Só precisa de um governo honesto.

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Se o Ainz conseguir resistir as tentações do poder e ao choque de realidade que enfrentará com o tempo, essa história de dominar o mundo pode vir a ser algo bom naquele cenário. Ele pode fazer com que haja um grande salto de evolução social em Yggdrasil. Caso o autor explore esse lado, seria algo realmente interessante e bacana de se acompanhar. No entanto, esse tipo de atitude do Ainz pode atrair a atenção de pessoas e inimigos indesejados, principalmente pelo seu poder. Me lembro que na sua primeira luta, quando estava defendendo aquele vilarejo dos soldados, o líder dos inimigos estava sendo vigiado pelo seu reino/Estado, o que nos leva a crer que eles já tenham noção da existência e força em parte do Ainz. Isso pode gerar num belo conflito mais a frente e, consequentemente, num belo arco na história.

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Ainz tem tudo para ser um grande líder. Ele é muito carismático. Para os seus súditos, atualmente o que lhes fazem reverenciar Ainz é apenas a força descomunal dele, mas com o passar do tempo com certeza passarão a admirar ele por quem ele é. O grande ponto forte de carisma para com as demais pessoas de Yggdrasil é o caráter de Ainz e também o ar mistério envolta dele. Vai dizer que você não acharia legal um esqueletão gigante, forte e super gente boa?! O nosso protagonista tem tudo para conseguir se sair bem nessa jornada.

A maioria dos homens, neste Vale de Lágrimas, move-se por dinheiro, fama ou poder. A grande maioria. Alguns poucos não. Alguns poucos, o que lhes importa é o que carregam na alma, o que acreditam, suas crenças, suas ideias, seus sentimentos. E isso é intangível, e é poderoso.

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Overlord é uma obra muito interessante e divertida de se acompanhar. Ela tem seus momentos descontraídos e engraçados, mas ao mesmo tempo nos permite criar várias teorias e momentos bacanas de reflexão, assim como esses que citei no post, que por sinal ficou bem maior do que eu esperava, hahaha. E em meio a tudo isso, temos Momonga vivendo como Ainz num incrível e criativo mundo chamado de Yggdrasil. A vida está aí para ser aproveitada. Mesmo com dores eventuais ou nem tão eventuais, mesmo com dias cinzentos, mesmo que as coisas não estejam certas, mesmo com todas as derrotas, o melhor é levar a vida com leveza, porque às vezes a inconsequência salva, às vezes é melhor simplesmente deixar para lá e ocupar a mente apenas com questões fundamentais, como saber se um cachorro-quente, afinal, é ou não um sanduíche.

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E momentos divertidos assim, de exploração de territórios, derrotando monstros, convivendo com engraçados e excêntricos súditos leais, conhecendo Yggdrasil, é o que com certeza ainda teremos pela frente com Ainz em Overlord. Será que ele vai conseguir alcançar seu objetivo? Porque de nada adianta ganhar o mundo inteiro, se, no fim, você perder a própria alma. Boa sorte, Momonga/Ainz!

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Att, Gekkou Hayate

17 comentários em “Overlord e o curioso Ainz Ooal Gown

  1. O poder não corrompe as pessoas ele apenas da aos corrompidos os meios para exercer o mau.
    Dizer que as pessoas cedem a tentação do poder é a maior balela, tem até aquela frase que diz que se você quer conhecer alguém de poder a ele, ou seja o poder apenas nos da liberdade para demonstrar nosso verdadeiro carácter.

    Outra coisa discordo totalmente do que você disse sobre o Ainz não ter ficado puto pela morte daquele grupo, ele apenas se fez de durão, mais na verdade fez questão de ir correndo vingar a morte deles, até deu uma desculpa de que estava puto apenas porque a garota atrapalhou os planos dele de usar o grupo para propagar o nome dele (derrotar a garota e acabar com o exercito de zumbis é muito melhor para propagar seu nome do que aquele grupo de fracotes), prova disso e que para humilhar a sádica ainda mais ele fez questão de mata-la da maneira mais desprezível possível, e ficou satisfeito com a morte dela, claros sentimentos humanos de vingança pela morte das pessoas que ele considerava amigas.

    Por ultimo, o motivo dele querer conquistar o mundo e espalhar seu nome, pelo que eu entendi até agora (posso estar enganado), deve ser para caso haja outras pessoas de fora do jogo presas ai junto dele, ao divulgar o nome dele talvez ele encontre essas pessoas.

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    • Isso sobre o poder é questão de opinião mesmo, mas o que eu quis dizer nesse caso foi justamente isso que tu falou. Momonga poderia mostrar quem realmente é tendo todo esse poder em mãos. Como a história ainda tá no começo, só mais pra frente pra gente descobrir.

      Então, sobre o remorso dele com o grupo, acho que tu interpretou mal o que eu disse. Eu me referi ao fato de ele nem sequer mostrar um remorso ou se sentir triste ao vê-los mortos e também ao fato de ter visto na sua frente eles dilacerados. Nem sequer se abalou. Obviamente que isso não significa que ele não tenha ficado puto por dentro e, assim como tu mesmo falou, descontado depois na doida assassina. Por outro lado, ele pode muito bem apenas ter decidido matá-la do mesmo modo covarde que ela fez com eles, não necessariamente significando que ele sentiu pena e tristeza pela morte do pessoal.

      Sobre conquistar o mundo. Ele quando falou aquilo pareceu bem claro, ao menos pra mim, até pela forma e tom de voz, que ele realmente queria conquistar aquele mundo. Parecia algo divertido. Entretanto, um dos outros motivos pra isso também é para tentar encontrar outra pessoa como ele por lá.

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      • Gekkou, adorei ler a sua análise, mas eu, assim como o Auone, discordo destes pontos. Pela minha interpretação, o Ainz ficou realmente puto com a morte do pessoal, mas ele tem ciência que está sendo sempre observado por seus súditos (que têm total desprezo pela raça humana e acreditam q o Ainz tbm tem), e precisa manter as aparências na frente deles. E vale lembrar q no primeiro episódio, quando ele ficou excitado, um gás meio q liberou na cabeça dele, fazendo ele se acalmar (ele até explica isso no episódio 2 ou 3), pode ser q sempre q ocorra uma situação extrema, alguma habilidade passiva seja ativada para manter a calma dele.

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      • Valeu, Eduardo!

        Então, sobre o remorso dele com o grupo, acho que tu interpretou mal o que eu disse. Eu me referi ao fato de ele nem sequer mostrar um remorso ou se sentir triste ao vê-los mortos e também ao fato de ter visto na sua frente eles dilacerados. Nem sequer se abalou. Obviamente que isso não significa que ele não tenha ficado puto por dentro e descontado depois na doida assassina. Por outro lado, ele pode muito bem apenas ter decidido matá-la do mesmo modo covarde que ela fez com eles, não necessariamente significando que ele sentiu pena e tristeza pela morte do pessoal.

        Eu não acredito que ele haja com cautela devido a possível observação dos seus súditos a ele 100% das vezes. Pelo o que eu pude ver, isso não existe, não acontece no anime. E mesmo se ele mostrasse tristeza ou remorso na frente deles por conta de algum acontecimento semelhante, eu não acho que seria problemático. Teriam várias maneiras de contornar aquilo, sem falar que enrolar os seus súditos parece ser bem fácil.

        Agora, isso da sua classe manter ele sempre indiferente e quase sem emoções, é provável que isso aconteça mesmo. Mas por dentro, quando ele fala com sua voz normal no pensamento, ele é livre. E nessas horas ele nem sequer mostrou tristeza ou remorso também e era principalmente a isso que eu estava me referindo no post. Até mesmo no seu íntimo, ele, por exemplo, mata seres vivos sem nenhum problema.

        De todo modo, a gente só vai ter certeza das coisas com o decorrer da história. A prova de que ela tá super interessante é o fato de podermos criar essas teorias, reflexões, opiniões e pontos de vista diferentes sobre as coisas. Assim que é bom, haha. o/

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      • Isso de ele ficar sempre calmo é sempre indagado por ele mesmo o tempo todo no anime. de que ele não esta tendo uma reação para aquela situação, que ele não esta sentido nada. É meio que explicado que por ele ser uma classe undead, ele não tem sentimentos ou não é afetado por eles. então na teoria, a mente dele pode ate achar aquilo errado, mais ele não recebe o impulso sentimental que uma pessoa recebe para ter uma reação “humana” a aquela determinada situação.

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  2. Ainz não tem sentimentos (ou melhor, deixou de ter) por seu corpo, seu novo corpo ser um morto vivo, ele já mencionou isso umas duas ou três vezes, ele não tem sentimentos como a classe dele deveria ser.
    Ficar preso num mundo virtual seria realmente um baita choque, sei que a maioria não seria igual ao Momon, ficariam sem saber o que fazer, ele foi esperto e foi conhecer sua nova realidade, ele estava confuso no começo, se adaptou rapidamente por ser poderoso e inteligente, e acho que também pela sua classe e sua personalidade.
    Pra mim ficou claro que o Ainz quer conhecer totalmente aquele mundo, mas por ter todo o poder que tem acha que pode domina-lo, mas por parte querendo achar algum jeito de sair dele, mesmo que não seja um dos principais objetivos dele.

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    • Isso de ele ficar sempre calmo é sempre indagado por ele mesmo o tempo todo no anime. de que ele não esta tendo uma reação para aquela situação, que ele não esta sentido nada. É meio que explicado que por ele ser uma classe undead, ele não tem sentimentos ou não é afetado por eles. então na teoria, a mente dele pode ate achar aquilo errado, mais ele não recebe o impulso sentimental que uma pessoa recebe para ter uma reação “humana” a aquela determinada situação.

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  3. Post muito interessante. Como já disseram nos comentários, quando o Ainz foi transportado para o mundo do jogo, boa parte de suas emoções desapareceram devido a sua raça “Lich” não demonstrar sentimentos, prova disso é os especiais de Overlord, que apesar de serem de comédia mostram um artefato que devolve as emoções para Ainz, e ele começa a agir de forma mais ‘humana” por assim dizer.

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  4. Ainz está no caminho para se tornar um conquistador implacável e tem poder para isso mas assim como ele é poderoso imagino se não há outros jogadores que, como ele, também estão nesse mundo e se houver alguém que conheça ele ou a antiga guilda dele pode ter um conflito bem interessante aí ainda mais de for um alguém do “bem”.

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  5. O post é bom mas está embasado em um equivoco.
    Ainz não sente remorso ou qualquer outro sentimento por isso ser uma característica da classe do seu personagem, que é Undead…
    Não tem nada a ver com poder subindo a cabeça nem nada.
    O lance de fazer o nome conhecido e conquistar o mundo em um primeiro momento é para manter a lealdade dos súditos, em um segundo momento é o lado gamer falando alto.

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    • Remorso referido no post era sobre o remorso pessoal, ou seja, no seu íntimo. Existem diversos momentos durante o anime que o personagem é ele mesmo como pessoa quando está falando consigo no seu pensamento. Em nenhum momento ele demonstrou tristeza nesse aspecto. O fato da sua classe não permitir sentimentos sendo mostrados e etc também faz diferença. Sempre que ele passa da linha, um tipo de feitiço/mecânica aparece em cima da sua cabeça para pará-lo. E nem isso ocorreu quando ele matou ou viu seus companheiros mortos. Foi embasado, também, nesses pontos que fiz o texto, portanto não vejo que o raciocínio que construí esteja errado/enganado.

      Sobre o poder subindo à cabeça ou não é questão de opinião, porque o poder pode, sim, muito bem subir à cabeça independente de que classe ele seja. Mas sobre isso já deixei minhas opiniões no texto.

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  6. Estou acompanhando o lançamento das novels, então tem algumas coisas que posso afirmar que você se equivocou. Porém isso não foi um erro, você construiu tudo baseado no anime, que contém muito menos informação do que a Novel, seguindo esse raciocínio não diria que está errado. O Momonga não era o jogador mais forte do jogo, nunca foi, para se ter noção, a posição máxima que a Guild Ainz conseguiu chegar foi em 4ª no rank de Guilds em seu “período de ouro”. De resto, aconselho que você leia a novel para se aprofundar (muito) mais na história, que eu particularmente, acho incrível.
    PS: Ótimo texto.

    Curtido por 1 pessoa

  7. Foi uma análise bastante interessante, tipo o Ainz sem duvidas e um grande lider, mais muitas de suas ações são um tanto quanto frias, sendo q ele não demonstra se quer um pingo de arrependimento por ter matados pessoas, mais por outro lado ele ja demonstrou preocupação por seus subordinados, eis a questão, qual a verdadeira personalidade de Ainz, a de um homem cruel,ambicioso e frio ou de uma pessoa confusa e que esta tentando apenas se encontra nessa nova realidade ?

    Curtido por 1 pessoa

  8. Seria muito interessante um crossouver em que Ainz fosse teleportado pro mundo do Nanatsu no Taizai.
    No novo mundo só tinha pessoas fracas dai Ainz não poderia usar sua habilidade da sabedoria negra pra aprender uma magia do corpo do seu inimigo. Acho que se ele fosse teleportado pra Britania ele entraria em pânico pois muitas coisas são completamente diferentes do jogo lá como demônios não terem imunidade a fogo. Ou existir magos como a Merlim que tem poder de conjurar magias eternas. Além disso seria muito interessante a possibilidade dele se tornar mais forte roubando magias dos cavaleiros sagrados. Um fato que seria particularmente bom seria que em britania não tem magias de ressurreição mesmo a merlim não conhecia e Ainz pode usar facilmente. Ele também poderia adquirir novos equipamentos como tesouros sagrados e itens mágicos. Acho que se interagisse com king ou gloxina ele poderia tentar roubar a lança após ver as habilidades de mudar de formas e sua funcionalidade. Sim muitas pessoas poderiam dizer a mais o Ainz seria morto na primeira briga se lutasse com um dos 7 capitais ou mandamentos. Mas se olhar daria uma luta interessante e ele com certeza conseguiria matar personagens principais.

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