Primeiras Impressões – Rengoku no Karma

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Conheçam um dos novos mangás da Shonen Magazine, que traz temas polêmicos como o suicídio e o bullying, misturados com elementos sobrenaturais numa história bastante interessante e promissora.

Desde o começo do polêmico Koe no Katachi nas páginas da Shonen Magazine, que até renderam processos jurídicos, a revista e a editora Kodansha pareciam dispostas a abrir um pouco o conservadorismo justificável japonês, ao dar espaço para séries um pouco mais maduras ou que retratassem temas interessantes e profundos da nossa sociedade. Koe no Katachi nos apresentava o bullying, sofrido por uma protagonista que era surda. O sucesso foi enorme e desde então vários outros mangás semelhantes e que tocavam no assunto começaram a aparecer. Não estou dizendo que Koe no Katachi foi o grande pioneiro, mas com certeza ajudou a quebrar barreiras e dar coragem para outros autores e editoras, principalmente porque a Shonen Magazine nada mais é do que a segunda maior revista de quadrinhos do mundo (casa de Fairy Tail, Nanatsu no Taizai, Baby Steps, entre outros), sem falar no tamanho da editora Kodansha.

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Com o final de Koe no Katachi, um novo espaço para algo semelhante se abriu na revista e ela trouxe novamente algo polêmico e interessante: Rengoku no Karma. Mangá da dupla de novatos Hirose Shun (roteiro) e Haruba Negi (arte). Até então não se tem informação sobre o sexo de cada um. Rengoku no Karma estreou a pouco na Magazine e nos trás não apenas o bullying, como também uma de suas consequências, talvez a pior delas, o suicídio. O mangá encontra-se com dois volumes encadernados já publicados e constantemente vem recebendo páginas coloridas e destaques da revista, o que nos dá a entender que vem obtendo sucesso com os leitores, mesmo que esse sucesso não necessariamente signifique em algo semelhante ou igual a grandes títulos da revista, afinal um mangá com um tema desses possui um público de nicho, levando em conta também que não serão todos os pais que permitirão que seus filhos leiam ou comprem o mangá.

A História

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Bom, Rengoku no Karma é, digamos, uma história pé no chão, apesar de possuir elementos sobrenaturais. Ela começa nos apresentando Makoto, o protagonista. E logo de cara já temos cenas em que a TV na sua casa fala das recentes estatísticas de suicídio no país, ao mesmo tempo que dá um close no braço do garoto enquanto ele lavava a louça. E o que vemos lá? Um pulso cheio de cicatrizes de cortes. O que já nos remete a estranheza do vizinho que anteriormente havia lhe visto entrando em casa vestindo uma roupa de mangas longas, ainda mais por estarem numa época de calor. Os autores fazem um belo uso em certas imagens no mangá, como se fossem figuras de linguagens. Neste começo já podemos observar que ele tem um pai super rigoroso e pouco atencioso e amoroso. Deu também a impressão de seus pais serem separados ou algo semelhante.

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Sim, ele também sofre bullying no colégio. Aliás, ele chega a faltar aulas só pra escapar disso. O bullying que vemos é realmente bem pesado, chegou a me surpreender ver aquilo numa revista shounen. Pois é, se preparem pra cenas bem fortes em Karma. Nesses primeiros capítulos ele acaba indo do inferno ao céu e depois novamente – e bruscamente – para o inferno de novo. Tudo por culpa de um certo episódio com alguns de seus colegas. Digamos que ele viu a luz no fim do túnel e depois descobriu que estava mesmo é sendo enganado por aquele que parecia ter lhe estendido a mão, não literalmente.

Depressivo com essa situação, Makoto decide se matar. Ele acaba caindo nem no inferno nem no paraíso, mas sim no purgatório, com a missão de salvar a vida das seis pessoas que serão afetadas negativamente pelo seu suicídio…

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E é assim que começa o mangá. Achei muito interessante essa adição de elementos sobrenaturais. Rengoku decidiu também misturar o tema karma/carma na história como justificativa para algo fora da realidade. Muita gente no lado oriental do mundo acredita em religiões que falam sobre o karma humano, então acredito que será explorado de uma maneira decente e não crua. Essa história de ir parar no purgatória me lembrou na hora Angel Beats. Agora que acabou nessa situação, ele descobre que seu ato foi, no fim das contas, a pior das escolhas. Isso porque lhe é dito que a vida de seis pessoas próximas a ele serão afetadas negativamente por causa de seu suicídio. E isso não significa que os afetados sejam os praticantes de bullying com ele, pode ser qualquer um que ele já tenha tido contato, até mesmo os poucos que ele gosta. Ah, e importante dizer que ele, morto, não tem como falar com os vivos, assim como fica invisível para eles. Mas parece que ele pode segurar objetos e encostar com eles nas pessoas.

Enfim, é mais ou menos por aí que começa o mangá.

Considerações técnicas e opinião:

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Antes de mais nada, vamos deixar claro que tanto Koe no Katachi quanto Karma são mangás shounen numa revista shounen, ou seja, que é dirigida para o público jovem, principalmente o adolescente. Por isso é normal que esses temas polêmicos não sejam tratados com tanta profundidade assim.

O que me chamou atenção foi a postura da Shonen Magazine e da Kodansha. Publicar algo, mesmo que seja mais underground, numa revista de público jovem que mostre e fale sobre algo tão polêmico como o suicídio me deixou bem surpreso. Até porque casos de suicídio são sempre não comentados e deixados de lado pela mídia para acabar não incentivando direta ou indiretamente outras pessoas a cometerem tal ato. Em muitos países isso, inclusive, é lei. E ver isso numa revista da dimensão como a Magazine me pegou de surpresa. Com certeza algumas crianças serão proibidas pelos seus pais de lerem ou comprarem o mangá, algo que o departamento editorial da revista com certeza levou em conta quando aprovaram a serialização de Karma.

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Sobre a parte técnica, posso dizer que gostei da arte do Negi-sensei. Ele ainda é um novato e dá pra ver claramente isso em certas páginas, mas ainda assim foi muito bem para um primeiro trabalho. Os quadros, posição dos personagens e montagem das páginas ficaram muito boas. Ele também soube usar certas imagens e cores como figura de linguagem, refletindo os sentimentos e sensações do protagonista e da história naqueles momentos. Falando na história, o Shun-sensei criou algo bem bacana. Tá na cara que ele deve ter pesquisado bastante sobre o tema, que por sinal ele soube explorá-lo bem, ao menos neste início. Ele se mostrou muito criativo. Quanto aos personagens posso dizer que estão bons. Nenhum me chamou muita atenção e nenhum se mostrou diferenciado em conteúdo, carisma e personalidade, mas é difícil julgar isso tendo lido apenas 3 capítulos do mangá até agora, e algo assim vale para qualquer começo de uma obra, então prefiro esperar um pouco mais pra ter uma ideia melhor. De qualquer modo, o protagonista e alguns outros tem um belo potencial de crescimento, resta saber se os autores conseguirão explorar isso bem, até porque é algo fundamente ver o amadurecimento e crescimento de personagens em histórias desse tipo.

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De maneira geral, eu gostei bastante desse começo de Karma. A leitura flui de maneira natural, é interessante e passa até rápido, no bom sentido. O primeiro capítulo ficou excelente. Em certos momentos o mangá se torna um pouco pesado devido a algumas cenas e acontecimentos, mas isso é algo esperado quando vamos lê-lo. Ele possui uma grande carga dramática e cenas até mesmo violentas, tanto nas mortes quanto no bullying. Eu me surpreendi quando, por exemplo, foi nitidamente mostrado o corpo todo quebrado do Makoto depois de se matar, ou dos seus colegas mandando ele se masturbar no banheiro enquanto lhe filmavam.

Estou bem curioso pra ver até onde os autores levarão a história e até que ponto explorarão esse ótimo cenário criado. Eles fizeram algo com bastante potencial. Espero ver o protagonista tendo um crescimento pessoal. Quero muito saber como ele vai lidar com tudo isso em que se meteu e o que virá depois do purgatório. Por enquanto o Makoto não tem nada de mais. É um personagem comum, por isso torço bastante para ele ter um amadurecimento durante a história. Fora isso, ele age realmente igual a uma pessoa que sofre e está a tempos no fundo do poço. Isso realmente ficou muito bem feito e retratado. Aparentemente a história seguirá mostrando o Makoto tentando salvar ou não as seis pessoas próximas a ele da má sorte, que pode chegar até ao ponto de elas morrerem devido a isso.

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Agora fiquei a imaginar o estrago que fizeram os valentões, egoístas, idealistas ao Makoto durante todo esse tempo.

O que pode levar um jovem cheio de futuro a se matar?

Qual é a lógica intrigante do suicídio? Que desespero de impotência leva essas pessoas a sacrificarem suas próprias vidas? O que leva outras pessoas a cometer um bullying tão humilhante a ponto de obrigar alguém a se masturbar enquanto é filmado na frente de seus colegas? O que leva alguém a destruir os sentimentos de outra pessoa?

Não é fácil tecer sobre isso. Um tema tão abrangente e que muitas vezes varia de caso para caso, até porque as pessoas são e pensam de maneira diferente em relação ao mundo e ao que os cerca.

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Bullying sempre existiu. Talvez dê até pra diferenciar entre bullyings sadios a bullyings exagerados. Os adolescentes praticam bullying uns com os outros por necessidade natural. Eles estão vivendo a fase gregária da vida. Começam a contestar os pais e seu sistema de vida para tentar descobrir sua própria identidade, a identidade de sua geração. Eles precisam se identificar com um grupo, precisam se unir, e a melhor forma de união de um grupo é excluir alguns outros, é definir indesejados. Em geral, os que não se parecem com os membros do grupo. Transformar alguém em alvo de perseguição é um delicioso agente de união. É como dizer: nós não somos igual a ele; ele é um idiota, nós não.

O bom da brincadeira, evidentemente, é a irritação do alvo. Todos nós sempre gozamos uns aos outros todo o tempo, mas uma sacanagem só “pegava” quando o alvo se importava. Porque o objetivo de qualquer gozação é atingir o ego do outro. O cara se leva a sério? Tanto melhor: a gozação vai puxá-lo cá para baixo.

Isso não foi ruim. Ao contrário. O bullying, às vezes, exerce o saudável efeito da derrota no esporte: faz suas vítimas mais resistentes, menos manhosas, ensina a suportar com bom humor as contingências da vida. As tantas contingências da vida.

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O sentimento de ofensa é egoico. Você se sente ofendido na medida do seu ego. Grandes egos, grandes ofensas. As pessoas andam mais suscetíveis, hoje em dia, porque seus egos estão mais estufados. Seu ego pode ser alimentado pela sua causa ou noção, seja ela por pura diversão entre amigos – aka zoeira – ou até por ”macheza” e status sociais.

Quando você se bate em nome da sua causa, bate-se em nome do seu ego. Por isso, tantas pessoas chamando os outros de imbecis nas redes sociais, por isso as depredações, as agressões, por isso tantos dispostos a matar e morrer. É coisa muito séria essa gente que se leva a sério.

Quando vemos aqueles rapazes e aquelas meninas agindo daquela maneira com o Makoto e demais que eles simplesmente não gostam por qualquer motivo artificial ou conveniente, damos de cara com um belo reflexo de pessoas completamente engolidas pelo seu próprio ego e egoísmo. Pessoas tão apegas a seus ideais, que estão pouco se importando com a dor que poderão causar aos demais. Eles simplesmente julgam tudo de acordo com o que lhes é conveniente, como se fossem os donos do mundo. Ignoram completamente os sentimentos dos seus alvos. Em sua visão de mundo binária, eles não percebem que cada pessoa se comove com o que lhe diz respeito e que a dor não tem classe social. A dor, como o erro, é da essência do ser humano.

Ódio. Ah, o ódio.

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Estou triste com mais essa demonstração da necessidade que as pessoas têm de odiar. Do amor que elas têm pelo ódio.

Em parte, isso é compreensível. As ideologias estão doentes de morte, e as pessoas precisam de algo em que acreditar. Os jovens, sobretudo os jovens precisam de bandeiras que lhes elevem a alma. Precisam lutar contra as injustiças do mundo, mesmo que as causas dessas injustiças não estejam bem nítidas para eles.

Essas correntes de ódio escravizam e, às vezes, nos atam a elas. Confesso que, às vezes, me vejo preso a alguma, e o resultado disso nunca é positivo. Não tem como ser.

As pessoas interpretaram o que estava escrito de acordo com o que elas sentem. De acordo com que elas têm dentro delas. E o que elas têm dentro delas não é bom.

O que a Kirisaki, o loirão e os demais fazem com o Makoto é completamente radical. E o radicalismo é apenas um meio. Um instrumento em que eles exercitam o seu egoísmo.

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Aqueles que passam por algum tipo de sofrimento ou dor na vida tendem a se tornar mais gentis. Makoto me pareceu ser um cara muito mal compreendido pelos outros. Tendo um pai daqueles, que só se importa com ele mesmo, e aqueles colegas lamentáveis no seu colégio fica difícil ele conseguir sair desse buraco sozinho. Eu nem chego a condenar a atitude dele ao se matar, porque todo mundo sabe que naquelas situações de extrema carga emocional nós perdemos a razão e tomamos atitudes precipitadas, sem pensar duas vezes e nas consequências que pode trazer. Particularmente, acho o suicídio algo extremamente covarde e egoísta da pessoa, pois tende a deixar toda a sua família e amigos muito tristes – no caso do Makoto não tinha isso – e também porque a morte não é a solução pra nada. Mas como falei, não dá pra julgar alguém sob aquelas condições emocionais. Mas enfim, voltando a falar sobre o Makoto. O que me deixou muito triste é que ele era uma pessoa realmente boa.

Talvez seja o melhor elogio que possamos dar a uma pessoa.

O que faz de um ser humano uma boa pessoa?

Uma característica, entre todas as demais: a compaixão.

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A honestidade, predicado sobre o qual tanto debatemos nos últimos tempos, não torna um homem necessariamente bom. É claro que uma pessoa em essência desonesta faz mal às outras pessoas, e isso a arrasta para os limites da maldade, mas, muitas vezes, tolerar um pequeno deslize não é tolerar a desonestidade: é humanidade. Porque, falando em essência, a essência da humanidade é o erro.

A chamada “consciência social”, outro premente tema brasileiro, também não faz de uma pessoa boa pessoa. Em geral, tem efeito contrário. A pessoa com consciência social passa a dividir os seres humanos em opressores e oprimidos. São dois lados em guerra, os amigos aqui e os inimigos lá. E o inimigo, você sabe, tem de ser destruído. Não é por acaso que se diz que o homem com consciência social está em luta. E quem está em luta, luta contra alguém. Alguém que tem de ser vencido. Alguém de quem se quer… o mal.

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Acredito que a grande ”cura”, se é que dá pra chamar assim, para esse tipo de comportamento desumano que fizeram com o Makoto e que fazem aos montes em tudo que é lugar, é a educação, uma boa base familiar. Só posso imaginar que o Makoto tenha tido uma grande mãe, que o ensinou muito, além, é claro, das experiências vividas por ele que o tornou alguém gentil e com compaixão. Torço muito para que em meio a essa salvação das seis pessoas, os autores explorem essas enormes possibilidades que a gente conhece, que mostre como foi o passado do protagonista com a sua família e o que levou a tudo isso em sua vida.

Enfim, acabei falando pra caralho, mais do que eu queria, haha. Curti bastante essa estreia de Karma. Foi uma grata surpresa, cheia de potencial e que mesmo se acabar não tendo seu ótimo tema de pano de fundo explorado, ainda assim acredito que possa sair algo legal e interessante de se acompanhar. O capítulo #1 foi ótimo e me deixou muito ansioso para ler o próximo. O #2 e o #3 eu também gostei. É difícil julgar algo com tão poucos capítulos, mas diria que estão indo muito bem para um primeiro trabalho. Resta saber se os japas vão permitir que Karma possa ser serializado com calma e naturalidade. Estou curioso pra ver onde essa história vai dar. E vocês, o que acharam?

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Nota: 08/10

Pra alegria alheia, o mangá já se encontra disponível em português brasileiro. Os nossos amigos e parceiros da KIIS Scansubs estão nos trazendo o mangá, que por sinal está recebendo um ótimo tratamento por eles. Para baixar ou ler online Rengoku no Karma, basta clicar AQUI. Recomendo também como outra opção para a leitura online o Batoto ou a Union que, na minha opinião, é o melhor leitor online BR atualmente. Lá não tem essas frescuras de AdBlock, cadastro, etc.

Não deixem de  dar uma conferida em Karma! Espero que tenham gostado e até a próxima!! o/

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10 comentários em “Primeiras Impressões – Rengoku no Karma

  1. Gostei pra caralho do mangá. Eu li os primeiros parágrafos e depois fui ler os capitulos antes de acabar o texto, que está muito bom, aliás.
    Realmente a cena em que filmam o Makoto se masturbando chega a ser radical até demais. No lugar dele eu mesmo teria ficado louco o bastante para ou me matar, ou matar esses caras. Provavelmente. Sei lá, isso pra mim parece mais Seinen do que Shounen.
    Enfim, quero ver também que rumo a história vai tomar depois do Makoto ter salvo todos os 6.
    E espero que não dê nenhuma merda e cancelem o mangá, quero muito ler isso.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Sensacional o texto :3 Me fez querer muito ler o mangá(ja estou lendo) Eu conheço pessoas que ja passaram por isso e que ja pensaram em se matar(ainda bem que não aconteçeu)Espero que o mangá continue firme e forte na revista.,e possa mostrar como e toda essa coisa do bullying que e ridiculá.Otimo texto,poderia continuar recomendando otimos mangás(sei que a falta de tempo e algo dificil) mais tente continuar :3.

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    • Muito obrigado, Hikki! Haha, que bom, essa era a ideia.

      Acredito que até se ele tiver um desempenho no máximo aceitável para os padrões da revista, os editores vão bancar a sua permanência, até porque o mangá não tem cara de que será muito longo.

      Sempre que possível trarei novas recomendações e análises, só não sei se todo título que eu trouxer vai me permitir filosofar um pouco, já que Karma me abriu bastante espaço pra isso com o seu tema super interessante e abrangente. o/

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      • Eu tbm espero que ele não seja longo ou vai ficar muito enjoativo…Estou ansioso pra mais análises.Vc podia falar mais sobre o mais novo mangá da Sasuga Kei(sei que vc gosta dela e.e) Emfim no aguardo…

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  3. Adorei o texto, me fez querer ler agora mesmo! Infelizmente essa é uma realidade que vemos muito, eu mesma já sofri bullying na escola, e é uma coisa que realmente te deixa pra baixo, mas é só ligar um foda-se e seguir em frente, no final eu acabei até entrado no meio da “zoeira” e aprendi a me defender, valeu pela recomendação!

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