Entrevista com Yu Saito, Editor de Nisekoi

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A Editora Viz publicou uma entrevista do Yu Saito-san, editor de Nisekoi, realizada pelo pessoal da Shonen Jump este ano! Confiram as curiosidades sobre o mangá que foram reveladas!

Nisekoi

 

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Essa semana a série de TV de Nisekoi terminou de ser lançada no Japão com 20 episódios! E com isso a Viz publicou uma entrevista do Yu Saito-san, editor de Nisekoi, realizada pelo pessoal da Shounen Jump e publicada em 12 de Maio desse ano. Só agora eles vieram postar a entrevista completa, falando sobre o capítulo favorito do Saito-san e porquê, o que o influenciou em Nisekoi e muitas outras curiosidades

Raku Ichijou é um colegial qualquer do cotidiano, exceto pelo fato de ser filho do chefe da gangue yakuza Shuei-Gumi! Ele vive uma vida normal apaixonado pela sua colega de classe Kosaki Onodera, até o dia em que ele encontra Chitoge Kirisaki, a filha do líder da gangue Beehive, e seus pais obrigam-os a entrar em um falso namoro para evitarem uma guerra entre as duas gangues.

Editor: Yu Saito

Na Shueisha por nove anos, Yu Saito é o que mais entende de mangás shoujo no departamento editorial. Ele ama seu smartphone que está segurando. Fala que é seu JojoPhone.!

Capítulo Favorito: Cap.22 – Fonte Termal, do volume 3 de Nisekoi.
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EXPRESSÕES DE MESTRE

Weekly Shounen Jump: Fale-nos sobre seu capítulo favorito!

Yu Saito: O capítulo que eu e Naoshi Komi-sensei mais gostamos de fazer seria o do volume três, na época que eles saem pra um passeio. O capítulo se chamava “Fonte Termal”.

WSJ: Era sobre o quê esse capítulo?

Saito: Raku, Chitoge e Onodera estão no mesmo grupo do passeio escolar, e eles acabam jogando Old Maid onde quem perde tem que falar de quem gosta. E em seguida, Raku entra no banho feminino por engano.

WSJ: Bastante coisa pra um único capítulo! [risos] O que faz dele o seu favorito?

Saito: Sinto que a arte e o roteiro do Komi-sensei estavam no máximo nesse capítulo. O capítulo começa de forma previsível, com todo mundo tentando resolver os problemas, mas acabam ficando mais e mais envolvidos neles. Todas as ações e expressões dos personagens possuem motivações por trás delas. Em comédias, eu acho que o personagem cumpre o seu papel em situações como essa.

WSJ: Lendo o capítulo você percebe. Dá pra ver todos os tipos de expressões dos personagens.

Saito: Imagino que nesse capítulo Komi-sensei decidiu melhorar o desenhado das expressões. Pra falar a verdade, o processo de desenhar foi um inferno, mas… [risos] Houve vários personagens e quadros nesse capítulo, então fico feliz que tudo se encaixou bem.

WSJ: Não é como se Old Maid fosse o jogo mais empolgante do planeta, então ele meio que se concentrou nos ângulos e nas expressões.

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A expressão da Onodera e da Chitoge antes e depois de sacarem o Coringa são impagáveis! – volume 3 de Nisekoi

Saito: Exatamente. Komi-sensei parece que gosta bastante desse arco do Passeio Escolar. Foi natural a transição entre jogar Old Maid e entrar nas fontes termais. Afinal, não é uma comédia romântica sem o tão esperado capítulo “Fonte Termal”.

WSJ: Em Nisekoi não há muitas cenas onde os personagens tiram as roupas. Esse arco do Passeio Escolar provavelmente é o que mais chega perto disso.

Saito: Na verdade estávamos fazendo esse mangá com a ideia de que evitaríamos cenas com calcinha ou sutiã o máximo possível… mas, quero dizer, você tem que tirar as roupas para entrar numa fonte termal. É assim que funciona.

“TÉCNICA DE MANGÁ” VS ARTE

WSJ: Saito-san, qual o seu quadro favorito?

Saito: Acho que esse aqui. O do rosto da Chitoge.

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Poker Face da Chitoge! Chega a te fazer imaginar se ela realmente entendeu o que ele quis dizer… – volume 3 de Nisekoi

WSJ: [risos] Boa!

Saito: O fato de que Komi-sensei consegue tornar algo engraçado com uma única expressão pra mim esse foi o capítulo que mais expressou o seu talento único.

WSJ: Nisekoi normalmente é categorizado como uma comédia romântica, mas mesmo se você tirar o aspecto “romântico” da equação, você ainda consegue se divertir como numa comédia pura.

Saito: Sim. É impressionante, não? Geralmente mangás romcom não tem esses tipos de expressões. [risos] Né? E Komi-sensei é ótimo em “técnicas de mangá”.

WSJ: “Técnicas de mangá”?

Saito: Falo do formato dos quadros dele da narrativa e da composição. Pra mim, eu considero ter uma boa arte e uma boa escrita de mangá duas coisas completamente diferentes, seja no uso dos espaços, os ângulos dos quais ele desenha os personagens ou a forma como desenha em si. Sempre me impressiono com como Komi-sensei consegue desenhar no leitor. É diferente de ter uma “arte bonita”.

WSJ: Você vai lendo, e então, de repente, um quadro te pega de surpresa. É como se Komi-sensei controlasse tudo da narrativa.

Saito: É por isso que a expressão da Chitoge ali funciona perfeitamente. Pra dizer a verdade Nisekoi começou porque eu recomendei ao Komi-sensei que ele devia desenhar uma comédia romântica, já que as garotas que ele desenha são muito bonitas. Entretanto, o maior exemplo de seu talento é que ele consegue mostrar as personagens de forma bonita e ao mesmo tempo desse jeito.

WSJ: Então foi você quem começou a série, Saito-san?

Saito: A última série do Komi-sensei, Double Arts, foi cancelada, e nós nos encontramos num restaurante de família quando eu fiz essa recomendação. Eu o perguntei se ele queria desenhar algo com romance, quando Komi-sensei disse, “Eu quero desenhar um casal que não fica junto.”. Então começamos a conversar sobre os motivos que eles teriam para brigarem entre si quando nos veio a ideia de “e se eles fossem de uma família de gangues?” E o resto é a história.

WSJ: As pessoas gostaram da arte e a narrativa boa de Komi-sensei quando ele estava trabalhando em Double Arts?

Saito: Sim, a heroína de Doube Arts era uma boa personagem, e na verdade, o título de estreia do Komi-sensei, Island, era uma história sobre duas garotas. Até naquela época ele era bom em desenhar garotas. Mas quando se trata de séries, comédias românticas costumam ter histórias que se fecham num único capítulo, por isso vira e mexe estamos trocando ideias sobre o roteiro toda vez que nos encontramos. [risos]

NISEKOI É GINTAMA?!

WSJ: De onde vem a inspiração para os capítulos?

Saito: Geralmente quem vem com as ideias é o Komi-sensei, eu apenas escuto. Dependendo do capítulo, nós dois desenvolvemos as ideias, ou eu dou palpites… mas Komi-sensei é quem faz as decisões. Antigamente eu era o editor de Gintama, então estou usando toda a minha experiência que ganhei trabalhando com o Sorachi-sensei.

WSJ: Ah, você era editor de Gintama?

Saito: Não acho que seria capaz de trabalhar num mangá como Nisekoi com todo esse conteúdo episódico sem a experiência que ganhei sendo editor de Gintama. Aprendi muito como um editor. Naquela época muita coisa do Sorachi-sensei me influenciou, inclusive o seu jeito de fazer mangá.

WSJ: Falando nisso, no Capítulo 49, tem uma cena onde Chitoge percebe seus sentimentos por Raku. Esse desenvolvimento era algo que vocês planejavam desde o início?

Saito: Meio que fluiu desse jeito. Nós não planejamos nem nada. Ela seguiu seus sentimentos, e só.

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O ponto de virada no Capítulo 49! Chitoge admite que seus sentimentos por Raku não são mais falsos, são verdadeiros. – volume 6 de Nisekoi

WSJ: Então naturalmente…?

Saito: Nós não vamos contra os sentimentos dos personagens. Essa conclusão é resultado da escrita do Komi-sensei. Foi natural ela admitir seus sentimentos aqui.

MARIKA É SIMPLES

WSJ: Saito-san, qual o seu personagem favorito?

Saito: Não como um editor, mas como um leitor: Marika.

WSJ: Mari, hein?

Saito: Sim, Marika.

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Uma escultura de chocolate do Raku para o Dia dos Namorados preso num carrinho. É como se ela esperasse que Raku fugisse ao ver isso! – volume 8 de Nisekoi

WSJ: O que te faz gostar dela?

Saito: As ações dela são simples, já que tudo em sua mente é “Raku Ichijou”. Ela está sempre, sem hesitar, fazendo o seu melhor por ele, então é divertido de assistir. Garotas que se esforçam são fofas.

WSJ: Verdade. Há várias cenas que evidenciam a perseverança dela.

Saito: Sim.

NISEKOI-Editor-Picks-7WSJ: Os leitores parece que adoram a Onodera.

Saito: Sim, ela é muito popular! Diferente da Chitoge, a filha de um líder de gangue, Onodera é uma garota muito normal, por isso é fácil se identificar com ela. Você torce por ela, entende? Ah, a Ruri também ficou mais popular. A princípio nós a colocamos no mangá apenas para servir de amiga da Onodera, mas fico feliz que ela foi além de nossas expectativas. É até engraçado estar na posição do Shu ou da Ruri. O clichezado papel do “amigo-suporte” na comédia romântica. Eu mesmo gostaria de ser um. [risos]

WSJ: E então tem o capítulo recente centrado no amor de Shu.

Saito: Komi-sensei e eu amamos aquele arco.

WSJ: Por quê?

Saito: Talvez seja difícil escrever o enredo do protagonista. Quando a história se centra na vida amorosa de Raku, pode ser difícil trabalhar limitado a certas coisas. Por outro lado, com Shu não é a melhor forma de dizer isso, mas não importa se ele sai vitorioso ou fracassa no amor de sua vida. É empolgante para o criador e o editor, e claro, para o leitor, ver histórias como a do Shu terminam, sem sabermos o que vem pela frente.

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Depois do incidente do “Fonte Termal”, Raku e Chitoge começam a se chamar pelo primeiro nome. Que tipo de conclusão terá esse falso amor deles? – volume 8 Nisekoi

A VIDA ESCOLAR IDEAL

WSJ: Há algum tema para Nisekoi?

Saito: Nós esperamos que você leia o mangá e diga pra si mesmo, “Queria ter esse tipo de vida escolar”.

WSJ: O famoso escapismo das comédias românticas.

Saito: Deve haver garotas bonitas como essas lá fora. Você pode até não se esbarrar com elas na vida real, mesmo assim você deseja se encontrar com elas. É isso que espero que os leitores sintam lendo Nisekoi.

WSJ: Né?! Esses tipos de comédias românticas são hsitórias de fantasia, então você tem que enchê-las de sonhos juvenis como namorar e querer ser popular com as garotas. Você tem que sentir inveja enquanto lê, senão não é uma comédia romântica de verdade!

Saito: Essa é a sacada! [risos]

WSJ: Desculpe, eu me empolguei um pouco agora. [risos]

Saito: [risos] Até o Sr. Shinbo, o diretor do anime de Nisekoi na Shaft, disse que se pudesse gostaria de ir à mesma escola deles. Obrigado!

WSJ: Nós não vivemos nossa juventude assim, certo, Saito-san?

Saito: Está querendo me fazer dizer que eu não era popular na época de escola? Corta essa!

WSJ: Desculpa. [risos] Bem, é isso. [risos] Obrigado por lerem!

 —

Ótima a entrevista! O melhor é ver a simpatia entre o entrevistador e o editor no final. Futuramente a Viz postará mais entrevistas com os editores das famosas séries da Jump. Eles estão nesse projeto desde o início do ano, começou com o editor de World Trigger. Não sabemos qual será o próximo sortudo, mas se possível, postaremos mais traduções das entrevistas!

A maior parte das imagens do post foram retiradas dos capítulos feitos pelo pessoal da Anarchy Scans. Não deixem de acompanhar Nisekoi por eles o/.

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Por, Kouma

13 comentários em “Entrevista com Yu Saito, Editor de Nisekoi

  1. “Saito: Está querendo me fazer dizer que eu não era popular na época de escola? Corta essa!” Imaginei ele falando isso com aquelas expressões do jogo Old Maid, kkkkkkk.

    Interessante a entrevista, mas faltou uma cutucada ali: ‘- Porque tanto filler?’ 😛

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    • Eu poderia chegar e dizer: “O mangá é de comédia romântica mas certas vezes eles se especialziam mais na comédia episódica do que na trama romântica em si; além de que o humor japonês é diferente do nosso, então eles se desfazem rindo com aquelas coisas bobinhas dos fillers, enquanto pra nós é só ‘filler'”.

      Mas é tudo pelo bem da comédia, como o Saito fala aqui:
      “Mas quando se trata de séries, comédias românticas costumam ter histórias que se fecham num único capítulo […]”

      Acho que dá pra classificar esses “fillers” como uns stiromcom, sendo cada cap. filler uma situaçãoromcom diferente. Eles [os japoneses] devem se acabar lendo.

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      • Bem, eu entendo bem o que é uma comédia romântica. E você tem total razão sobre o foco na comédia episódica em vários momentos.

        Já essa coisa de é uma comédia para o povo de lá, não cola comigo, afinal eu dou altas risadas com Nisekoi. Simplesmente, o mangá quando segue a linha do protagonista e o plot principal, é engraçado, bem desenvolvido, bem escrito. E por filler, a mini história do Shuu foi fantástica dizendo por mim.

        A diferença aqui é, muita coisa que entrou nesses fillers, são chatas, sem graça e forçação de barra. Só para segurar mais o mangá. Os capítulos chegavam a irritar e pelas posições no TOC, não é só aqui pensam assim. Nisekoi é um bom mangá, tem potencial, e mesmo as sides storys podem sem bem feitas e até casar isso com o foco principal. Agora Nisekoi tem capítulos descartáveis. Muitos. Certo, se o autor seguir apenas o plot primordial, Nisekoi não sobrevive tanto na revista, para fazer um mangá curto desses durar, tem que sacrificar a qualidade. Isso é um fato.

        Tem vários romances da mesma linha que Nisekoi, que trabalham bem essa parte de “fillers”, mas não Nisekoi. Ele é clichê, ok, os personagens são estereótipos, ok, mas o autor trabalha de forma bastante maneira isso tudo na história principal. Agora na maioria dos fillers, tudo se torna, não teria palavra melhor, genérico.

        Sendo franco, não acho que seja tudo pelo bem da comédia, mas sim, para durar o máximo possível enquanto vende. Apesar de ser minha opinião. Ainda sim recomendaria Nisekoi se alguém perguntasse, acabei aceitando que é mangá legal 😀

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      • Concordo em partes.

        Exatamente como falou, é clichê. Mas lembro que li uma vez num site, dizendo, se não me engano, que a intenção do autor era essa, fazer um romance clichê. O editor até apoiou isso porque é por ser clichê e romance que vende, atrai as pessoas. O povo gosta desse romance clichê quase proibido.

        No caso dos fillers acho que também tem a questão das personagens “sumidas” na trama. Como você citou, o arco do Shuu, ao meu ver não foi um filler propriamente dito, assim como o recente, se é que posso chamar assim, “arco da Ruri”. Nos dois casos foi interessante, sendo filler ou não, porque mostrou outro lado de personagens que normalmente não têm tanta atenção.

        A própria Tsugumi tá esquecida, vez ou outra vem aquele cara de óculos com uma bugiganga nova pra fazer ela aparecer, senão ela desaparece. A Marika a mesma coisa. E não duvido nada dessa personagem nova, a professora irmã do Raku, também ficar a beira de sumir no mangá.

        Isso é culpa da “Fórumla dos Haréns”. Quando o enredo começa a ficar desinteressante ou repetitivo, é acrescentado um novo elemento feminino para gerar novos conflitos. Engraçado que nunca inserem um novo elemento sendo masculino. Mas… né, escapismo.

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      • Realmente… Mas bem, quando eu disse clichê, não foi de uma forma negativa, não para mim. Eu realmente gosto de coisas clichês, gosto mesmo, ainda mais nos moldes de Love Hina.

        Agora, você citou um ponto importante que me desagrada na obra. A Marika mesmo, ela é bastante apagada quando o mangá não está desenvolvendo o plot principal, e ela é uma das protagonistas! Eu gosto da Marika, apesar de ela não ser melhor que a diva tsundere da Chitoge, Marika é Marika *-* O autor tem essa coisa de fazer o leitor se envolver com a obra (não só fandom, você de fato torce para alguém ali), é bastante interessante, mas não é sempre que acerta nisso.

        E… Eu comecei Niskoi achando que seria uma boa comédia romântica (e foi… E é… não o tempo todo), mas foi virando harém. Isso é algo que eu não achei interessante, não casou com o plot principal. Se tivesse uma presença masculina, como você citou, traria de volta mais pro romance, algo tipo de inimigo para o protagonista. Tirando Haganai que consegue casar bem casado harem com romance, harem tira muito esse foco no romance (Já que a ideia do harem é um monte de garota e o cara não sabe qual quer). Por isso que disse que Nisekoi soa muitas vezes meio genérico. Obras focadas harem não são romances. Nisekoi tem a meu ver o estilo de Baka Test, tem ali o triângulo amoroso, mas não se torna um harém, mesmo introduzindo outras garotas. Nisekoi jogou todo o foco da história no protagonista, mas ele poderia ter dividido a tarefa com as garotas.

        Normalmente, só temos a visão dele e da Chitoge, se tivesse mais Onodera, mais Marika, mais Chuu e mais Ruri, e não apenas filler, mas o plot principal dos ângulos deles, acredito que a história ganharia mais profundidade sem perder sua simplicidade.

        Ah, não que eu seja alguma coisa para afirmar esse tipo de coisa, haha, só que acredito que quando o mangá chegar nos finalmente, a diferença de qualidade com o meio será absurda, já que seu foco será no total no plot principal.

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      • Caraca como eu falo, haha, me perdoe.

        Bem, só para concluir meu pensamento, uma das melhores cenas do mangá para mim, gostei mesmo, e que ilustra bastante o que eu quero dizer, é aquela cena que aconteceu, acredito, pouco antes do Raku perder a memória. Onde o Shu vai conversar com a Marika. Uma cena focada nos dois. E depois veio a perda de memória do protagonista, trazendo mais visão de fora sobre ele, mas o autor só usou a Chitoge praticamente.

        Essas cenas me surpreenderam bastante.

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      • Possivelmente Nisekoi só vai largar bonito no plot quando a série sofrer ameaças de um outro romcom ou, não necessariamente um romcom, mas beirar nos abismos da TOC da jump.

        Quando penso nisso gosto até de brincar imaginando que o autor e o editor provavelmente têm uma “arma oculta” pra quando o momento do “Ôpáa!” chegar eles já sentarem o dedo no gatilho (ou no lápis). É um estratagema feladaputa pra nós leitores, mas eles ganham com isso.

        Não é nem questão de falta de criatividade que eles fazem isso, penso eu. Falo isso porque é quase óbvio que os fillers servem pra “segurar” o mangá na TOC.

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  2. Bacana, Nisekoi tem como destaque sua bela história, sua ótima comédia e suas expressões engraçadas, o traço ao autor é bem bonito, ele tem um dom pra deixar as garotas totalmente fofas ;*, já me falaram que o traço dele parece com o da turma da mônica. :v

    Deixe-me ver.. tem uma expressão do Shuu logo nos primeiros capítulos em que ele dá um sorriso bem largo olhando pro Raku (se não me engano), aquilo foi muito engraçado, tem também as reações da Onodera quando começa a pensar no Raku, teve uma que ela tentou demonstrar que não estava vendo a cena em um mal entendido do Raku UASHAUHSAHSHAUHSAUSAU, a cena das garotas correndo atrás do Raku com a boca cheia d’água no capítulo que será animado no OVA também foi bem engraçada.

    O Shuu e a Marika fazem a diferença no mangá, aquela mina caipira amiga da Marika sambou na cara de todas as garotas nos poucos capítulos que ela apareceu, era surpresa atrás de surpresa. -q

    Enfim né, gosto tanto de Nisekoi que nem me importo com os fillers, é legal de se ler, fica tudo bonitinho e fofo na história, tem “o mistério” que trás consigo umas teorias, é uma ótima comédia romântica.

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    • Lembro que teve uma discussão no 4chan do pessoal se questionando se a Shaft conseguiria adaptar bem adaptado as expressões, que são o ponto forte do mangá, para o formato anime. Por lá o Naoshi Komi é conhecido como “o artista das recation image”. Basicamente todas as expressões das personagens que ele faz servem de reaction image lá para o fórum. Isso só mostra o quão único o cara é se tratando desse aspecto, mesmo que para uma coisa boba.

      Tem gente que não lê os fillers de Nisekoi e pula, indo só para a parte que interessa. Eu por outro lado sou indiferente, sempre leio os fillers. Mas também sempre na esperança de que o filler não seja filler, e que no final tenha um indício mostrando que na verdade tal cap. está ligado ao plot principal. Um exemplo foi o “arco da Haru”, irmã da Onodera, quando ela descobriu sobre o amor falso.

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  3. Pingback: Entrevista com Akira Hattori, editor de World Trigger | Gekkou Gear

  4. Legal a entrevista, mas o mangá bem que poderia se concentrar novamente na parte da promessa, vai ser muito chato se tudo ”acabar em pizza”

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