Review Hayao Miyazaki: Meu Amigo Totoro (1988)

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Totoro existe, acredite, você precisa acreditar.

É o filme do diretor mais direcionado ao público infantil e aquele cujo personagem mágico, Totoro, se tornou o mascote do estúdio Ghibli. Meu amigo Totoro acompanha a história das irmãs Mei e Satsuki, duas crianças, que se mudam com o pai para uma casa no meio campestre, enquanto a mãe está internada em um hospital devido a uma doença. As crianças descobrem que o novo lar é mal-assombrado por estranhas e pequenas criaturas e, posteriormente, conhecem Totoro, um animal do tamanho de um urso que zela pela floresta.

O longa traz uma ligação bem forte com o meio natural, já demonstrada no início do filme ao revelar uma família em êxodo rural, como se invertesse o sentido vigente do mundo hodierno, que é a migração do campo para a cidade por sua comodidade e oferta de trabalho. No entanto, Miyazaki salienta que não há como fugir da cidade quando nos tornamos adultos: o pai das crianças realiza uma exaustiva viajem quase todos os dias para a faculdade, enquanto as crianças aproveitam o ambiente natural; ou seja, há uma preocupação de conservar a relação da infância com a natureza antes de crescermos. E por que isso?

Muito simples. Porque, na natureza, não temos as distrações tecnológicas que impedem a criança de sonhar. A natureza é um mistério por si só, e crianças possuem a curiosidade como o estímulo principal para entrarem no mundo dos sonhos. É assim que Mei, mais nova e curiosa que a irmã, após seguir um bicho estranho, que desaparece continuamente, para dentro de um toca (referência a Alice no País das Maravilhas), conhece Totoro. Possivelmente, se um adulto o encontrasse teria tentado fugir, ou, se estivesse com uma arma, matá-lo; mas os rugidos de Totoro não assustaram a personagem, ao contrário, pareceu gostar ainda mais dele e, assim, fazê-lo um amigo. Não demora muito para Satsuki também se encontrar com Totoro.

A animação procura demonstrar toda a exuberância do meio natural e consegue transportar o espectador para dentro daquele cenário. Os movimentos das personagens são rápidos, justificando o caráter hiperativo delas. Algumas cenas são belíssimas com o apoio da trilha sonora e elevam a magia presente em cada uma delas.

O filme não possui vilões ou antagonistas, o mais próximo de um conflito é a doença da mãe a preocupar o marido e, principalmente, as filhas. Mas nem por isso o longa se torna entediante, pois o espectador, junto as personagens, anseia por conhecer mais sobre o mundo de sonhos que ninguém acredita, onde vive Totoro. Uma história na medida certa para o público infantil, e também para adultos, que precisam se lembrar da vida recheada de sonhos na infância que tentamos não esquecer.

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Por, Luiz

Um comentário em “Review Hayao Miyazaki: Meu Amigo Totoro (1988)

  1. O Filme em sí é bom, mas se for julgá-lo como um todo, claramente não há uma história que se desenvolveu o suficiente para um filme de 1hr e meia. Ele, diferente de outras obras como A Viagem de Chihiro, apresenta um enredo muito reduzido, que poderia ter sido melhor aproveitado se fosse em 40 minutos.

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