Primeiras Impressões: Psyren

Psyren

O querido mangá da Shonen Jump que por pouco não virou um dos grandes da revista.

Eu vi na TV. Nosso planeta tá condenado. A Terra tá ficando quente graças aos gases tóxicos que a gente expele… E, eventualmente, os oceanos vão transbordar e vamos todos nos afogar. Não há falta de guerra ou armas nucleares… E o Japão tem um suicídio a cada 15 minutos. As pessoas continuam desaparecendo. Existe de 1 a 4.5 milhões de chance de um meteoro se chocar com a Terra nos próximos três anos… E quem imagina se a gente vai ver algum dinheiro do seguro social. Mas… Eu não ligo pra nada disso.

Enfim, não tem como prevermos o futuro. Tudo que podemos fazer é viver o presente. Isso é mais do que suficiente pra mim!

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E é com esse ótimo monólogo dito por Ageha, protagonista do mangá, que começamos Psyren! Dito por muitos como um dos mangás mais injustiçados da Shonen Jump!! Muitos? Será mesmo que não foram uma meia dúzia de pessoas em algum fórum falando todo santo dia sobre isso que gerou essa bola de neve com o povo de blogs e sites replicando, dizendo que ”muitos” ou que ”todos” estavam achando isso uma tremenda injustiça? O que eram meia dúzia virou quase que o ocidente inteiro. Será que foi isso mesmo? Eu não me importo nem um pouco se foi ou não. O fato é que, realmente, o mangá era querido e fez barulho pra essa lado do planeta. Para os japas, não parece ter sido o caso. Sim, não podia começar o post sem falar que Psyren é um dos grandes ”injustiçados” da Jump. Eu sempre li isso, então não podia deixar de contribuir pra espalhar essa mentira ou verdade.

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Falando sério agora. Comprei o volume #1 do mangá, li e decidi fazer esse post aqui. É tão comum vermos séries novatas na Shonen Jump cheias de ideias brilhantes, mas com aqueles primeiros capítulos em que toda essa parte boa se esvai pela falta de experiência do autor ou pela dificuldade de desenvolver e explicar com naturalidade os acontecimentos e a história. Por vezes, é puramente questão de incapacidade. Acontece. Mas com Psyren é diferente. O primeiro capítulo do mangá é uma aula de como se fazer um excelente começo, ainda mais para os padrões Shonen Jump. Temos um protagonista interessante, amostras de que o autor, se quiser, pode adicionar profundidade ao enredo e personagens – como o monólogo que comecei o post dito pelo Ageha -, um grande e instigante mistério, momentos divertidos e sérios, ação e porradaria, personagens secundários bacanas e a sensação de que algo muito maior está para acontecer. Temos uma construção de mundo de maneira natural e bem feita.

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Certo dia, Ageha encontra um cartão telefônico em um orelhão que estava recebendo uma ligação. Pegar esse cartão, que continha a palavra ”Psyren” escrita nele, mudou a sua vida. Existia uma grande sociedade secreta, ao menos era o que algumas pessoas acreditavam, chamada Psyren. E essa tal sociedade estava ligada a uma série de desaparecimentos de pessoas ao redor do mundo. A amiga de infância de Ageha, Sakurako, também possuía o mesmo cartão e havia mudado completamente do que costumava ser quando criança. No dia seguinte, após pedir ajuda – por reflexo – ao Ageha, Sakurako desapareceu. O que levou Ageha a investigar e se envolver com o tal cartão Psyren que encontrou. Após ser perseguido por interessados no cartão, Ageha acabou por ser transportado para um mundo paralelo completamente diferente do atual graças a uma criatura estranha. Esse mundo, conhecido como Psyren, aparentemente funciona como uma espécie de jogo de sobrevivência, em que os participantes precisam chegar até o portão de saída para poderem voltar ao mundo normal. É algo que, aparentemente, se repete com frequência, essa ida e volta do mundo normal com o mundo de Psyren. O problema é que, ao que parece, Psyren não é uma realidade alternativa, mas sim a própria Terra no futuro! E que todo aquele cenário de destruição não seria de um mundo paralelo!

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Muito interessante, não acham? É um shounen de aventura, porradaria, que mistura elementos de death games com algo muito maior. Não parece ser algo preso inteiramente a um único e determinado local durante a história toda. Qual o propósito de tudo isso? Quem está por trás de Psyren? Como isso afeta e afetará o mundo? Como que eles viajam para o futuro? O que aconteceu com o planeta naquela época? Enfim, perguntas e mistérios não faltam. É um começo muito interessante e promissor. Fica claro que faltou pouco para este mangá dar o passo adiante para ser algo grande. Foram 16 volumes, bastante coisa. Talvez um anime tivesse ajudado. Kuroko no Basket só foi explodir após o seu anime, por exemplo. Antes, o mangá vivia à beira do cancelamento, acreditam?

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Antes que eu me esqueça, ainda não foram mostrados poderes sobrenaturais no mangá. Acredito que virá a acontecer no decorrer da história. Tem tudo pra ser uma boa adição. E pelo andar da narrativa, acredito que não será algo forçado ou feito de maneira tosca. Afinal, ficou bem claro que o mundo/universo todo foi muito bem pensado pelo autor antes da estreia do título. Ageha é uma pessoa que vive ajudando os outros em troca de 10 mil ienes. Segundo um dos seus melhores amigos, ele apenas faz isso porque gosta de quebrar uns crânios. Eu fiquei com a impressão de que ele gosta de uma boa briga, mas que também tem um bom coração. Como ele é muito forte e bota pra correr qualquer valentão, ele acaba usando isso a seu favor às vezes. Por exemplo, ele espantou alguns idiotas que ficavam dando em cima de uma garota da sua escola, Madoka, que por sinal ele gostava. Contudo, ao ver a mesma garota, que gostava há um bom tempo, fazendo bulliyng ao esconder a carteira da sua amiga de infância, Sakurako, ele simplesmente deixa a sua paixonite, Madoka, de lado. Ao meu ver, Ageha é um personagem bem interessante e de várias camadas.

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Durante a primeira ida ao mundo louco de Psyren, o autor meio que nos apresenta como as coisas devem funcionar por lá, mesmo que apenas de maneira mais rápida no volume #1. Essa primeira situação serviu apenas para conhecermos um pouco mais das coisas e para nos apresentar o que estava por vir. Conhecemos um grupo de personagens que estavam na mesma situação. Foi como uma história de um death game, com pessoas meio escrotas e outras que queriam se ajudar para sair de lá. Acredito que para essas idas a Psyren serem relevantes, o autor precisará criar um grupo de personagens secundários interessantes toda vez. Isso fará uma boa diferença. Existem monstros naquele lugar. Não ficou claro se são seres vivos ou criações. Dependendo da resposta, as coisas podem mudar drasticamente.

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E, assim como todo jogo de morte, os verdadeiros inimigos são os próprios participantes. Espero por várias situações de conflitos internos toda vez que Ageha tiver que voltar a Psyren. É prometido que o ”vencedor” ganhará milhões de ienes. Quando se tem dinheiro envolvido, o que não faltará serão pessoas lamentáveis. E, sim. A Sakurako, por também possuir um cartão Psyren, consegue ser transportada para aquele mundo paralelo no futuro. Aparentemente, ela já passa por isso há anos e possui uma boa experiência de como funcionam as coisas por lá. A relação entre ela e o Ageha pode vir a ser um dos pontos fortes da história. Espero que seja mesmo. Não posso deixar de comentar que, assim como todo bom death game, em Psyren pessoas morrem. Tô curioso pra ver como o autor trabalhará isso.

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Foi muito prazeroso e divertido ler o volume #1 de Psyren. Passou bem rápido. Arte é bonita e as cenas de ação muito bem desenhadas. A título de curiosidade, o autor, Iwashiro Toshiaki-sensei, teve como assistente o mangaká de Beelzebub. Toshiaki publicou Psyren de 2007 há 2010 nas páginas da Shonen Jump. Mais tarde, tentou a sorte com Kagamigami, também na Jump, em 2015. O mangá durou apenas 5 volumes.

Eu gostaria muito de entrar em mais detalhes dos acontecimentos do volume #1, mas como a ideia do post é um primeiras impressões, melhor deixar a experiência geral com vocês quando lerem, caso deem uma chance. Eu recomendo bastante. É muito legal conhecer obras bacanas de autores promissores que passaram pela principal revista de quadrinhos do mundo. Conhecer mundos novos, com bons personagens e um mangá que quase deu o passo além para virar um título entre os grandes. Casos assim acontecem mesmo. Não foi o primeiro. Não vai ser o último. Eu tenho o meu queridinho que passou por essa mesma situação: Magico. Não se pode ter tudo.

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Sendo bem sincero, não acho esquisito que o mangá tenha sido cancelado. O tema central dele me parece algo complicado de se manter no topo por muito tempo. Fácil de se perder a mão com a história se alongando muito. 16 volumes é um número alto, pouco tempo é o que não faltou para tentar trabalhar tudo em Psyren. Digo isso, porque não acredito naquela narrativa de os malvados editores da Shonen Jump terem decidido cancelar o mangá pois eles são pessoas ruins e injustas mesmo. Continuo achando, também, que um anime teria sido de grande ajuda. De todo modo, gostei bastante do começo de Psyren. Sim, recomendo a leitura! Nem que seja apenas do capítulo #1. Nem que seja para deixarem marcado como futura leitura.

Você pode encontrar o mangá, de maneira oficial, publicado nos Estados Unidos, por exemplo. Caso contrário, existe Psyren traduzido em português por scans na internet.

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Nota: 08/10

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4 comentários em “Primeiras Impressões: Psyren

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